Livro relaciona má alimentação com distúrbios físicos e emocionais

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Estudos provam que amamentação faz bem à saúde do bebê
Estudos provam que amamentação faz bem à saúde do bebê Foto: sxc.hu

A alimentação está cada vez mais distante do que o nosso organismo necessita para funcionar bem. E as conseqüências dos maus hábitos alimentares são claras. Casais sofrendo cada vez mais com problemas de infertilidade, mulheres amamentando cada vez menos, gestações que necessitam de cuidados especiais, partos com taxas injustificáveis de cesáreas e bebês cada vez mais doentes em idades cada vez mais precoces.

Ao acompanhar essas mudanças, seja em seu consultório ou entre palestras e aulas, que a nutricionista Denise Carreiro sentiu a necessidade de escrever uma obra que tratasse de forma clara e simples os problemas que atingem a sociedade moderna e que estão cada dia mais relacionados com os maus hábitos alimentares. Em seu quinto livro recém lançado Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis, a autora revela como é possível ter uma gravidez tranqüila e bebês saudáveis através de uma alimentação adequada e equilibrada.

O livro mostra, ainda, as mudanças que o corpo feminino enfrenta ao longo de toda gestação e amamentação, aponta os problemas comuns que acometem as gestantes, os benefícios e vantagens que o leite materno e o parto normal trazem tanto para a mãe quanto para a criança, as fases de crescimento do bebê, sugestões de papas caseiras, além de demonstrar como a introdução precoce de alimentos está diretamente relacionada com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis e processos alérgicos infantis.

O comportamento alimentar atual é tão preocupante que para se ter uma ideia, a Organização Mundial de Saúde já identificou que a expectativa de vida da atual geração já é bem menor do que a dos seus pais.

? No tempo de nossos avós não existia um comportamento alimentar. Existiam conceitos alimentares indiscutíveis. As crianças sentavam à mesa e comiam o que era servido: legumes, verduras, frutas, carnes, ovos, arroz, feijão, ou seja, alimentos naturais e não produtos alimentícios. As crianças não tinham autonomia alimentar. Os pais decidiam, tinham a razão e a responsabilidade pelo desenvolvimento de seus filhos ? enfatiza a autora.

Em fevereiro deste ano, o Journal of American Medicine Association (JAMA) publicou um estudo realizado no período de 1988 a 2006 com cinco mil crianças de dois anos de idade acompanhadas durante seis anos. O estudo revelou que a incidência de doenças crônicas não transmissíveis cresceu mais de 100% neste período, saltando de 12,8% nas crianças acompanhadas entre 1988 a 1994 para 26,6% nas crianças acompanhadas no período de 2000 a 2006.

Segundo Denise, o comportamento alimentar inadequado dos pais e a introdução errada de alimentos são os maiores responsáveis por estas taxas.

? A falta de um processo natural de alimentação que privilegia a qualidade e não a quantidade de nutrientes para os recém nascidos impede que as crianças desenvolvam suas defesas de maneira adequada, tornando-as cada vez mais expostas às doenças ? complementa.

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