Livro reúne heroínas clássicas em versão pancada

Foto: Reprodução

De ingênua e inocente, a Cinderela da escritora Nunila López Salamero e da desenhista Myriam Cameros Sierra não tem nada: ela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e deixa o príncipe encantado a ver navios. Para completar, sua amiga Branca de Neve toma Prozac para combater a depressão.

A obra La Cenicienta que no Queria Comer Perdices (A Cinderela que não Queria Comer Perdizes, em uma alusão ao tradicional final de contos em espanhol, que acabam com a frase “foram felizes e comeram perdizes”) vendeu mais de 50 mil exemplares na Espanha nas seis primeiras semanas após seu lançamento.

O livro foi criado quase que por brincadeira por Nunila e Myriam. Sem interesse de nenhuma editora, elas contaram com a ajuda de amigas e de associações de combate à violência contra a mulher, juntaram dinheiro em coletas para a primeira publicação e o sucesso foi instantâneo. Receberam apoio de intelectuais e logo a editora Planeta se interessou em publicar a obra.

Na história da dupla, a Cinderela não aceita os maus tratos da madrasta e das irmãs, é abandonada pelo pai, forçada a estar magra para vestir manequim 38 e percebe que o príncipe, depois que se tornou seu marido, virou um mandão insatisfeito.

Já a Bela Adormecida explica como acordou sozinha, Branca de Neve sai da depressão, deixa o Prozac (remédio ansiolítico) e resolve se bronzear até ficar morena.

– O livro é dedicado a todas as mulheres valentes que querem mudar de vida – explicam as autoras.

Ele deverá ser lançado no Brasil em 2010, mas ainda sem previsão de data, nem título definitivo.

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