Luciano Martins, um amor de pintor

Artista plástico já pintou mais de 200 famílias em obras sob encomenda

Luciano Martins, 43 anos, é conhecido pelos traços lúdicos, quase infantis
Luciano Martins, 43 anos, é conhecido pelos traços lúdicos, quase infantis Foto: Divulgação

Luciano Martins, 43 anos, é conhecido pelos traços lúdicos, quase infantis. As obras do artista plástico são encontradas em diferentes espaços, de galerias de arte a estampas em toalhas de praia. Publicitário por duas décadas, o gaúcho radicado em Florianópolis dedica-se exclusivamente às telas há pouco mais de dois anos. É um dos mais vendáveis de sua geração.

Você desenhava quando era criança?
O meu primeiro sonho, quando criança, era ser chargista ou cartunista da Zero Hora. Sempre desenhei. Eu brincava de ter uma editora, de desenhar histórias em quadrinhos. Esse universo figurativo vem desde esse tempo.

Você reconhece hoje algum traço dessa época?
Não, esse traço surgiu depois. Quando eu não consegui desenhar para nenhum jornal, só para aqueles de bairro, virei publicitário.

Mas tentou vaga na área?
No dia em que eu resolvi mostrar meu trabalho para a ZH, comecei a olhar as notícias, desenhar e acabei criando um portfólio. Nem sabia o que era isso. Mostrei para um amigo que ria muito das charges. Nesse mesmo dia, o dono de uma agência de publicidade viu os desenhos e me chamou para trabalhar. Entrei na publicidade dessa forma.

Mas já estava pintando?
Não. Eu fiquei 20 anos como publicitário, mas só nos últimos 10 comecei como artista plástico. No meio disso, fui criar uma campanha para uma mostra de decoração e acabei fazendo uma pintura com gravura. Foi muito bem aceito, e as pessoas pediram pôster para colocar em suas casas. No outro ano, muitos arquitetos me convidaram.

Você trabalha com encomenda?
Faço muitos trabalhos por encomenda, cerca de 70%. É um nicho que apareceu por acaso. Tenho feito a interpretação das famílias. Em vez de ser uma fotografia, a família tem um quadro meu na sala de casa. Tranquilamente já pintei mais de 200 famílias. Mas posso pintar um Van Gogh ou uma Frida Kahlo com a minha interpretação.

Qual a sua relação com um quadro que é comprado e vai embora?
Já trabalhei isso e estou mais descolado. Quando acho que o trabalho está muito bom, ele tem que ir embora. Eu me mudei de casa e me dei conta de que não tenho nada meu. Tenho, claro, aqueles que eu considero ruins. O meu primeiro quadro eu não vendo, é a minha moedinha do Tio Patinhas (risos). Fico feliz em vê-los ir embora. Quanto mais longe eles forem, mas eu vibro.

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