LVMH, gigante mundial do luxo, anuncia vendas em forte alta neste primeiro semestre

Vendas do grupo também estão em alta para o exterior

Grupo comemora boas vendas das clássicas bolsas Louis Vuitton
Grupo comemora boas vendas das clássicas bolsas Louis Vuitton Foto: Divulgação

Bolsas Louis Vuitton, champanhe, perfumes Christian Dior… O gigante mundial do luxo LVMH anunciou nesta terça-feira altas nas vendas de 16% no primeiro semestre e um salto de 53% em seu lucro líquido, o suficiente para esquecer a crise de 2009 e demonstrar confiança em 2010.

No primeiro semestre de 2009, o grupo LVMH, em meio a crise econômica mundial, viu seu lucro líquido cair 23% enquanto o crescimento das vendas eram quase negativas.

De janeiro até junho de 2010, suas vendas atingiram os 9,099 bilhões de euros e seu lucro líquido, 1,050 bilhão de euros.

Esses resultados, após o anúncio no dia 20 de julho das vendas com fortes altas do concorrente Hermès (+22,8%, a 1,07 bilhão de euros), atestam a recuperação deste setor que sofreu durante a crise.

No primeiro semestre de 2010, todas as filiais do LVMH registravam um crescimento de duas cifras em suas atividades, como vinho e outros tipos de bebidas alcoólicas, com vendas em alta de 21%, e o ramo de relojoaria e joalheria (+28%), dois setores que haviam sido duramente atingidos pela recessão.

O champanhe registrou, sozinho, uma progressão em suas vendas em volume de 23% no primeiro semestre.

O ramo da moda e artigos de couro apresentou alta de 18%. Louis Vuitton, a marca emblemática do grupo, está “em franco crescimento”. Ela também contratou 320 funcionários em um ano para atender à demanda e construiu uma nova oficina em Drome.

As vendas para o exterior também estão em alta, desde os mercados emergentes como a China até os mercados maduros, como os Estados Unidos e a Europa.

Sem revelar as previsões para 2010, o presidente do grupo, Bernard Arnault, disse estar “muito confiante” em relação ao restante do ano, durante uma coletiva de imprensa organizada para a divulgação dos resultados.

Questionado ainda sobre o caso político-financeiro Bettencourt, se haveria interesse na compra da empresa líder mundial em cosméticos L’Oréal, Bernard Arnault imediatamente respondeu: “Não”.

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