Mães superprotetoras são tema de discussão

Em Viver a Vida, Ingrid exagera no cuidado com os filhos

Ingrid está irritando até os telespectadores
Ingrid está irritando até os telespectadores Foto: João Miguel Júnior, TV Globo

Em Viver a Vida, personagem de Natália do Vale exagera na superproteção dos filhos. Na vida real, como saber se as mães estão virando megeras em casa?

Um entre tantos dilemas retratados em Viver a Vida vem provocando discussões entre pais e filhos fora da telinha. Até que ponto as mães podem – ou devem – interferir na vida dos filhos e nas suas escolhas? Na trama, Ingrid (Natália do Vale) vive às voltas com os seus gêmeos Jorge e Miguel (Mateus Solano) e exagera na dose: chega a esperar acordada os seus “bebês” chegarem em casa, liga desesperadamente para o celular dos filhos e ainda quer mandar nos namoros dos marmanjos, um médico (Miguel) e o outro arquiteto (Jorge).

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– Quando não separa os desejos

Atualmente, duas belas dores de cabeça estão tirando o sono de Ingrid. Uma é Luciana (Alinne Moraes), que além de trocar um irmão pelo outro, está presa a uma cadeira de rodas. Ao casar-se com Miguel, a ex-modelo provocará a ira da sogra, que vai infernizar a vida da coitada!

A outra é Myrna (Aline Fanju), garota de programa que está consolando Jorge e ganhando espaço no coração do arquiteto. É o inferno de Dante para a mãe leoa!

– A preocupação da mãe se torna demais quando ela não consegue separar o desejo dela da vontade do filho – alerta a psicóloga Adriana Baliari Figueiredo.

– “O que mais tem é mãe frustrada!

Para a especialista, não se trata de Ingrid ser a má da história, mas de estar muito focada no que é o ideal de família para ela.

– Ingrid fará de tudo para eles serem felizes de acordo com aquilo que ela considera perfeito para eles. A garota de programa e a menina cadeirante não são o sonho dourado dela. Daí o desespero quando isto passa a ser realidade – analisa.

Especialista em psicologia clínica, Tânia Fransceschini Richter reforça que a situação da novela é bem comum no consultório.

– O que mais tem em consultas, hoje em dia, é mãe frustrada, preocupada com as namoradas do filho, se são boas para eles – diz Tânia, que orienta:

– As mães têm que aprender a deixar a responsabilidade com os filhos. Cabe a elas alertarem, mas nunca os impedir de decidir.

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