Massagem com vela e manteiga de karitê proporciona hidratação profunda

Repórter da Agência O Globo testou o ritual de bem-estar com cera

Após a sessão relax, há ainda sucos serviços na espreguiçadeira do local
Após a sessão relax, há ainda sucos serviços na espreguiçadeira do local Foto: Agência O Globo

Fui advertida desde o começo: a massagem duraria uma hora e o rosto viria por último. Mas, quando o terapeuta transpessoal (isto é, aquele que faz um trabalho também de equilíbrio energético, não só de massagem corporal) Rogério Lucas Macieira começou a passar um óleo em minha face, parei imediatamente de relaxar e meu sofrimento começou: estava acabando.

Nunca poderia imaginar que uma massagem à base de velas, chamada de Candle massage, oferecida pelo lindo e aconchegante Le Spa, em Santa Teresa (Rio de Janeiro), fosse ser tão prazerosa, um verdadeiro ritual de bem-estar. Principalmente porque quando fui apresentada à vela, e pensei na cera quente caindo sobre meu corpo, tive apenas as garantias de que não seria queimada e de que teria uma hidratação profunda da pele.

A hidratação foi maravilhosa sim, não fiquei grudenta depois, coisa que detesto, mas esta foi de longe a melhor parte. Comecei vestindo um roupão num vestuário que ficou reservado só para mim ? e onde é possível tomar um banho depois ? e fui para a sala onde seria feita a massagem, com uma maca, cestos de palha, banquinhos de madeira, velas e uma música de relaxamento.

Deitei de bruços e senti a cera de manteiga de karitê com aroma de lavanda ? para relaxar mais ainda ? escorrer do pesco às costas. E Lucas entrou em ação, com o que chama de coreografia, porque mexe com as mãos com bastante força, usa os cotovelos para desfazer nódulos de tensão mais profundos, e vai se movimentando com o corpo para preservar sua estrutura e dar conta de atender a dez pessoas num mesmo dia sem se sacrificar. Depois foram trabalhados pernas e pés. Me virei, já completamente relaxada, e a massagem continuou. Sempre com a cera, quentinha, hidratando o corpo.

Até que chegou a parte ruim: a vela foi deixada de lado e um tônico facial foi passado em meu rosto (a vela não é usada nesta região). O fim estava próximo. Ainda pude ter a face toda massageada, orelhas, couro cabeludo, quando ouvi que havia terminado. A vontade era de pelo menos mais meia hora ? o que Lucas disse ser viável, num pré-acordo antes do início do ritual, no qual o paciente pode inclusive indicar as áreas mais doloridas e preferir, em vez de lavanda, um aroma com outro intuito, como os afrodisíacos.

Resignada e completamente relaxada ? foi uma das melhores massagens da minha vida, e olha que conto com amigas, mãe e irmã que dão show com as mãos ? soube que ainda teria mais. Um lanche na espreguiçadeira, para terminar de relaxar, onde foi servido um chá relaxante (eu devia estar mesmo muito estressada!), um prato de frutas e um suco de melancia.

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