Mesmo proibido pela Anvisa, formol ainda é parte de fórmulas caseiras aplicadas em salões

Produtos que continham a substância foram banidos também no exterior

Mulheres devem cuidar para não usar substâncias proibidas no cabelo
Mulheres devem cuidar para não usar substâncias proibidas no cabelo Foto: Julio Cordeiro

A Agência Governamental de Saúde do Canadá proibiu a venda de um produto usado em alisamentos de cabelos conhecido como “Brazilian Blowout” depois de descobrir que ele continha altas concentrações de formol, que teriam chegado a 12%. O problema, no entanto, só foi descoberto após várias reclamações de clientes, apesar de, em seu site na internet, a empresa afirmar que seus produtos não continham formaldeído.

? Essa concentração de 12% encontrada no Canadá é altíssima, o que aumenta muito mais os efeitos danosos do formol ? avisa a dermatologista Graça Oliveira.

No Brasil, o formol teve seu uso proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em produtos para alisar cabelos, mas continua a fazer parte de fórmulas de fundo de quintal usadas em salões de beleza, o que pode trazer perigos tanto para clientes quanto para profissionais que aplicam os produtos, alerta a dermatologista. De acordo com a resolução 162/01 da Anvisa, em tratamentos capilares o formol – ou formaldeído – só pode ser usado na função de conservante, ainda assim com concentração máxima restrita a 0,2%. Para tentar diminuir o problema, no ano passado a Anvisa proibiu a exposição e a venda de soluções de formol a 37% em estabelecimentos comerciais como farmácias e supermercados.

? Mas, como o formol ainda é relativamente fácil de comprar em farmácias, as pessoas fazem estas fórmulas caseiras e continuam a usar o produto, o que apresenta perigos para a saúde ? conta Graça. ? Além disso, o formol é altamente volátil e, quando aquecido pelo secador e chapinha, tem seu efeito potencializado, levando à inalação de uma quantidade desconhecida e perigosa pelo cliente e principalmente pelo profissional que aplica essa técnica inúmeras vezes ao dia, além de impregnar o local onde é feito o alisamento.

Segundo a dermatologista, essa exposição ao produto pode provocar vários efeitos colaterais e doenças, que vão desde dermatites alérgicas e perda de cabelos até problemas respiratórios e câncer de pulmão, no cérebro, leucemia e nasal.

? Existem alisamentos que não utilizam formol disponíveis nos salões, como a base de tioglicolato de amônio ou de hidróxido de guanidina. São chamados de relaxamento, escova japonesa, progressiva etc. ? recomenda ela.

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