Mexicana de 50 anos dá à luz o próprio neto

Papéis se confundem para mulher que realizou fertilização e pôde tornar pai o filho homossexual

Escritora e jornalista portuguesa de 48 anos visita pela segunda vez o Rio Grande do Sul
Escritora e jornalista portuguesa de 48 anos visita pela segunda vez o Rio Grande do Sul Foto: Genaro Joner

Quarto filho, primeiro neto. Mas trata-se da mesma criança. Uma mexicana de 50 anos obteve o feito ao emprestar o ventre para o filho homossexual. Batizado Darío, o bebê nasceu no dia 1º, com 2,4 quilos e 49 centímetros. Receberá os sobrenomes do pai. 

? Quando me chamam de mãe me sinto estranha, e quando me chamam de avó, também ? disse ela.

A identidade da mulher e o local do nascimento da criança foram preservados, mas sabe-se que o tratamento médico foi realizado na cidade de Guadalajara, Estado de Jalisco. Foi a própria mulher quem fez a proposta ao filho Jorge, de 31 anos, após um programa de TV apontar as avós como as melhores substitutas das mães.

O gesto, além de realizar o sonho do empresário, serviria como retribuição: ele doou um rim para salvar a vida do pai há alguns anos. Resistente a princípio, Jorge acabou por ceder aos argumentos da mãe.

? Ela me dizia: “pensa na criança”. Uma mãe substituta luta todo o tempo para não amá-la porque vai entregá-la. Eu não. Vai ser meu neto ? contou ao jornal mexicano Reforma.

Decididos a concretizar a ideia, em novembro do ano passado, mãe e filho começaram a se preparar para a gestação, viabilizada cinco meses depois. Os óvulos, doados pela melhor amiga de Jorge, foram fecundados com esperma dele próprio. Após a fecundação in vitro, o embrião foi introduzido no útero da avó-mãe.

Para a mulher, foi um orgulho poder carregar a criança.

? Nunca me arrependi. Ao contrário, é um prazer poder fazer isso ? disse, durante a gestação.

Homem faria curso para pais gays nos Estados Unidos

Preparando-se para ser pai de primeira viagem, Jorge planejava realizar um curso psicológico indicado por amigas e outro para pais gays em São Francisco, nos Estados Unidos. Afirmava que todo o esforço e o risco enfrentados, incluindo a idade da mãe, valiam a pena quando olhava a ecografia do filho.

Agora, pedirá uma licença de seis meses do trabalho para poder cuidar do filho-irmão.

 

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