Mitos e verdades sobre unhas e dicas para deixá-las bem cuidadas

Inverno é o período do ano mais propício ao surgimento de problemas nas unhas

Não esqueça dos cuidados com as unhas dos pés no inverno
Não esqueça dos cuidados com as unhas dos pés no inverno Foto: Adriana Franciosi

Um famoso ditado diz que a saúde começa pela boca. O que pouca gente sabe é que ela também passa pelas unhas dos pés e das mãos. Mais do que um símbolo de beleza, unhas bem cuidadas são o cartão de visitas de qualquer pessoa. Para desempenhar funções tão importantes, além dos zelos estéticos, é preciso ficar atento para mantê-las saudáveis. Um ferimento mal tratado pode ser a porta de entrada para fungos, bactérias e até vírus. Mas com um pouco de atenção não é difícil preservar a saúde das mãos e das unhas.

Para Gilvan Alves, que preside a unidade regional no DF da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o cuidado com as unhas deve ser o mesmo dispensado ao restante do corpo.

– Muita gente acha que as unhas não têm vida e que não servem para nada, mas elas são a extensão dos nossos dedos e são muito úteis – conta o médico.

Ele explica ainda que a posição onde elas se encontram em nosso corpo as deixa mais vulneráveis que outras partes.

– As unhas sempre vêm à frente. Quando batemos o pé em algum lugar, por exemplo, são elas que primeiro sofrem o choque – explica.

Ele conta que muitos mitos envolvem essas extremidades dos dedos.

– É comum ouvir relatos de que o esmalte atua como protetor, ou de que aquela massinha que cresce debaixo da unha é sujeira – conta o dermatologista. – O esmalte agride a unha; é um produto químico que atua sobre ela e a desgasta. E a massinha que muitas mulheres mandam a manicure extrair é aquilo que a mantém presa ao dedo. Retirando-a deixamos ela totalmente desprotegida – alerta Gilvan.

Os mitos

Quem pensa que para elas crescerem fortes e saudáveis é importante ingerir leite e outras fontes de cálcio está enganado.

– As unhas não são ossos, nem são feitas de cálcio. A unha é feita basicamente de proteínas – afirma o médico. – Assim, quem quer promover o seu crescimento deve comer carne e outros alimentos proteicos, além de fontes de vitaminas do complexo B e as hortaliças verdes – completa.

Desse modo, quem quer mantê-las resistentes deve apelar mesmo é para o arroz, os cereais. O excesso de esmalte pode ser a causa do enfraquecimento das unhas, que ficam rugosas e apresentam estrias verticais em sua superfície. Os especialistas afirmam que, para evitar esse tipo de problema, é importante deixá-las ao natural pelo menos uma semana por mês. Sete dias longe do esmalte, acetona, alicate e lixa facilitam a sua recuperação, devolvem o brilho e impedem que elas se quebrem com facilidade.

A vendedora Núbia Pereira, 27 anos, que afirma fazer as unhas toda semana, toma mais cuidado com as suas do que a maioria das pessoas.

– Eu uso hidratante sempre, não corto muito curto e mantenho elas sempre secas . Para não deixar que elas fiquem encravadas, as deixo sempre retas”, conta. – As pessoas não dão o devido valor às próprias unhas, por isso têm tantos problemas. Eu cuido das minhas e elas estão sempre saudáveis – afirma.

Núbia tem uma boa estratégia para evitar contaminações nos salões de beleza.

– Eu tenho um kit com alicate, espátula e lixa que levo sempre comigo. Acho mais higiênico usar uma coisa que é só minha – diz.

Sua atitude está mais do que correta segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Maria das Graças Ferreira.

– Um objeto mal esterilizado pode ser fonte de contaminação. Assim, além do alicate, é bom que cada um tenha todos os utensílios individuais, como toalhas e lixas – orienta a diretora.

Os perigos do inverno

O inverno é o período do ano mais propício ao surgimento de problemas nas unhas. As baixas temperaturas provocam ressecamento e os fungos atacam com mais frequência.

– Nessa época as pessoas usam calçados fechados e isto facilita a proliferação de fungos – explica a podóloga coordenadora da clínica Bio Pé, Maria Marli Martins de Souza. – Muitas vezes as pessoas usam um mesmo sapato por vários dias seguidos; ou calçam aquela bota que ficou guardada no armário durante o ano todo sem higienizá-la antes. Isso é o primeiro passo para adquirir algum problema – afirma.

Ela conta que antes de utilizar algum calçado, as pessoas precisam higienizá-lo com álcool 70% e, de preferência, deixá-lo no sol por um ou dois dias.

– Além disso, só deveriam calçar meias feitas de algodão, que absorvem o suor do pé, e trocá-las a cada seis horas. Outro ponto importante é não utilizar um par de sapatos por mais de um dia seguido, sempre que possível alternando com sandálias e outros calçados aberto – explica a podóloga.

Se qualquer problema surgir, é importante recorrer ao profissional certo. Segundo o dermatologista Gilvan Alves, o médico deve sempre ser consultado.

– Porque assim ele poderá dizer se o caso é apenas uma pequena lesão, um fungo, bactéria ou vírus, ou um problema mais sério como câncer, que também pode atingir a superfície das unhas – aconselha.

Descoberto o problema, o profissional de saúde pode encaminhar o paciente para outro médico ou para uma podóloga, que efetuará o tratamento de unhas encravadas ou contaminações. As manicures devem atender unicamente tratamentos de higienização e estéticos.

– As pessoas nunca devem fazer qualquer tratamento invasivo, ou seja, que perfure a superfície da pele, em salões de beleza, já que estarão expostas à contaminação de doenças – alerta Maria das Graças, da Vigilância Sanitária.

Serviço

Caso algum cliente encontre alguma irregularidade, como produtos sem rótulo ou locais sem a devida higiene, deve entrar em contato com a Inspetoria Sanitária da sua cidade.

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