Morre, aos 78 anos, o iluminador e cenotécnico João Acir

Um dos mais experientes técnicos das artes cênicas no Estado lutava contra um câncer

O iluminador João Acir
O iluminador João Acir Foto: Tadeu Vilani

Um dos mais experientes técnicos das artes cênicas no Estado, o iluminador João Acir morreu na madrugada de sábado (03) no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, aos 78 anos. Segundo a assessoria do hospital, ele lutava contra um câncer e teve falência nos rins.

Apelidado carinhosamente de Tigrinho, trabalhou com alguns dos mais importantes profissionais de teatro do país, como Ziembinski, Paulo Autran e Flávio Rangel. Em 2009, foi homenageado no 16º Porto Alegre Em Cena, festival que ajudou a fundar.

Acir participou de produções nas áreas de teatro, dança, ópera e carnaval, colaborando com escolas de samba do Estado. Nascido em Porto Alegre, começou a carreira como ator, no final dos anos 1940, na União Teatral de Amadores. Na década seguinte, deu início à carreira de cenotécnico, atuando em produções de prestigiados grupos do país, entre eles o Teatro Brasileiro de Comédia e a Companhia Tônia-Celi-Autran.

Na Capital, Acir colaborou com o Teatro Província, de Luiz Arthur Nunes; o Teatro Vivo, de Irene Brietzke; e o Teatro de Arena de Porto Alegre, entre outros. O professor, diretor e ator Luiz Paulo Vasconcellos, que trabalhou com Acir pela primeira vez em uma montagem de A Ópera dos Três Vinténs, em 1969, afirma que sua marca era a competência ao ajudar a criar, como iluminador, diversas estéticas de encenação:

? Ele conhecia o espaço cênico como ninguém. Direta ou indiretamente, foi uma referência para os iluminadores.

Entre estes profissionais está a diretora e iluminadora Cláudia de Bem, que procurou Acir no final da década de 1990 para ter sua primeira experiência na área, como assistente de luz.

? Sua marca registrada era o primor. A fama de perfeccionista convivia com uma grande sensibilidade artística ? observa Cláudia.

Acir também colaborou como assessor para a criação ou reforma de teatros como o São Pedro e o Leopoldina, em Porto Alegre, e o Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Em 2009, quando foi homenageado pelo Porto Alegre Em Cena, declarou a ZH:

? Não sei se a minha paixão é pelo teatro. Acho que sou apaixonado pelo que faço pelo teatro.

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