Mostra em Londres traça a história do voyeurismo

Fotos secretas do passado estão em exposição

Flagra de anônimos e o registro de Marilyn Monroe estão na exposição
Flagra de anônimos e o registro de Marilyn Monroe estão na exposição Foto: Reprodução

Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera (Exposto: Voyeurismo, Vigilância e a Câmera) é o nome da exposição em cartaz até 3 de outubro na Galeria Tate Modern, em Londres, que apresenta 250 fotos e vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem. A mostra põe em debate como os avanços da tecnologia mudaram a forma como satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros. Sugere que, como uma sociedade, sempre fomos voyeurs. O que teria mudado é que a tecnologia tornou tudo mais fácil e dinâmico.

As imagens datam do fim do século 19 aos dias atuais. Naquela época, não havia tecnologia, grandes lentes nem celulares com câmeras, o que obrigava os “voyeurs” a tirar fotos secretas com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos. A exposição traz imagens da guerra civil americana, de plataformas de petróleo em chamas na primeira guerra do Golfo, de uma execução na China em 1860 à câmara de execução de uma moderna penitenciária no Mississippi, entre outras imagens de sexo, morte e flagrantes de pessoas famosas.

Foram incluídas várias imagens de celebridades, como Marilyn Monroe, Paris Hilton chorando a caminho do tribunal e fotos da cobertura jornalística da morte da princesa Diana. As imagens foram feitas por artistas célebres do ofício, como Brassaï, Guy Bourdin, Henri Cartier-Bresson, Walker Evans, Robert Frank, Nan Goldin, Dorothea Lange, Lee Miller, Thomas Ruff, Paul Strand, Weegee e Garry Winogrand.

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