Mulheres entram para a história olímpica do Brasil

País teve medalhas inéditas no atletismo, judô, taekwondo, vela e vôlei

Maurren subiu no lugar mais alto do pódio e entrou para a história
Maurren subiu no lugar mais alto do pódio e entrou para a história Foto: Li Ga, Xinhua

Se o Brasil não conseguiu superar o número de ouros de Atenas-2004 ou o total de medalhas de Atlanta-1996, um feito histórico pode ser comemorado nos Jogos de Pequim: o desempenho das mulheres brasileiras. Nunca elas obtiveram tanto êxito em uma olimpíada quanto na edição chinesa, que se encerrou neste domingo, dia 24.

Em Pequim, o Brasil conquistou um total de 15 medalhas, número que se iguala ao recorde de pódios em Atlanta. Na China, foram três ouros – nadador César Cielo, saltadora Maurren Maggi e o vôlei feminino – número inferior ao das cinco medalhas douradas de Atenas.

Em compensação, das 15 medalhas em Pequim, seis foram garantidas pelas mulheres, a maioria em modalidades que nunca tiveram uma brasileira no pódio. São os casos do ouro de Maurren Maggi no salto em distância e os bronzes de Natália Falavigna, do taekwondo; de Ketleyn Quadros, do judô; e da dupla de velejadoras Isabel Swan e Fernanda Oliveira, da classe 470.

Outra conquista histórica foi a do vôlei feminino que, pela primeira vez, foi medalha de ouro em uma olimpíada – e a liderança em alguns dos fundamentos (melhor bloqueio, defesa e levantamento). Já no futebol, as mulheres repetiram a prata de Atenas com a derrota para os EUA na final olímpica.

Além do bom desempenho e das medalhas inéditas, com exceção do futebol, a delegação brasileira que viajou a Pequim bateu recorde em participação feminina com 132 atletas – foram à China 469 pessoas, sendo 277 atletas (132 mulheres e 145 homens), em 32 modalidades. Em Atenas, o Brasil competiu com 247 atletas, sendo 122 mulheres, em 28 modalidades.

Retrospecto das mulheres

Até então, as mulheres brasileiras obtiveram resultados mais modestos nas olimpíadas. As primeiras medalhas saíram apenas nos Jogos de Atlanta. Em 1996, Jacque Silva e Sandra Pires foram ouro no vôlei de praia, que teve a dobradinha de prata brasileira com Mônica e Adriana Samuel. O basquete feminino também foi destaque com uma prata. O vôlei feminino ganhou o bronze.

Na Olimpíada seguinte, em Sydney, o vôlei feminino repetiu o bronze, medalha que também foi conquistada pelas meninas do basquete e pelo vôlei de praia com Adriana Samuel e Sandra Pires. O vôlei de praia também rendeu uma prata, com a dupla Adriana Behar e Shelda.

Em Atenas, as mulheres brasileiras subiram ao pódio apenas duas vezes, nas pratas do futebol feminino e do vôlei de praia (Adriana Behar/Shelda).

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