Mulheres jovens são mais conservadoras com relação ao sexo, diz escritora

Erica Jong acredita que a internet tornou as relações menos íntimas e sem identidade

Para Erica Jong, jovens idealizam casamento e vida monogâmica
Para Erica Jong, jovens idealizam casamento e vida monogâmica Foto: Divulgação

Dado o sucesso de histórias como Sex And The City, as pessoas podem imaginar que os dias em que a castidade era valorizada se foram há muito tempo. Mas a escritora americana Erica Jong, autora de “Medo de Voar” e “O Que as Mulheres Querem?”, acredita que as mulheres de hoje são menos interessadas em sexo que as da geração anterior. E a culpada por essa mudança seria a internet.

Em novo artigo publicado no New York Times, Erica, de 69 anos, explica que, enquanto as mulheres de sua época aspiravam a liberdade sexual, as contemporâneas de sua filha têm uma postura mais conservadora.

– Assim como a palavra de ordem da minha geração era liberdade, a da geração de minha filha parece ser controle. Trata-se apenas de uma tendência ou de uma nova paixão pela ordem num mundo caótico? Um pouco dos dois. Nós idealizamos o casamento aberto; nossas filhas estão de volta à monogamia idealizada – escreve.

Ela diz que a diferença entre as gerações ficou clara enquanto editava um texto sobre a sexualidade feminina. A autora afirma que a contribuição de mulheres mais velhas para o livro era mais atrevida, enquanto que a abordagem das gerações mais jovens tinha uma inclinação para a maternidade e o casamento.

Para Erica, existe uma série de fatores que contribuem para esse comportamento, sendo um simples o fato de as filhas tenderem sempre a se rebelarem contra as escolhas feitas pelas mães. Mas ela também responsabiliza a web.

– A internet oferece sexo simulado, sem intimidade, sem identidade e sem medo de infecção. Não só nos impediu de corromper nossas filhas, mas deu a elas uma forma estéril de ter relações sexuais, eletronicamente – afirma.

O texto de Erica tem causado polêmica. Um artigo publicado na última terça-feira no site Feministing.com rebate seus argumentos:

– A internet geralmente é um vasto campo de exploração e expressão do sexo, e as jovens feministas costumam estar no centro dessas discussões.

Erin Gloria Ryan, do Jezebel, acrescenta:

– Ainda não conheci uma mulher da minha geração que tenha me falado de sua preferência extrema pela pornografia na internet, a ponto de abrir mão do sexo real.

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