Mulheres na luta: Conheça as atividades preferidas nas academias e seus benefícios

As lutas se popularizaram e ganharam mais praticantes do sexo feminino

Mulheres aderiram ao boxe (foto) e a outros tipos de lutas
Mulheres aderiram ao boxe (foto) e a outros tipos de lutas Foto: Ver Descrição

As lutas costumava ser um território predominantemente masculino. Com muito suor, esforço físico e liberação de energia, esse tipo de atividade não costumava atrair as mulheres. Com medo das possíveis lesões, elas preferiam permanecer no papel de espectadoras. Mas as lutas se popularizaram e migraram, em versão menos violenta, para as academias. Sem combate direto, o risco de se machucar diminuiu e as mulheres descobriram os benefícios do exercício para o corpo. Conheça algumas das modalidades mais praticadas por aquelas que buscam corpo perfeito e melhor qualidade de vida.

Boxe

A modalidade começou a ser difundida no Brasil depois que o lutador Acelino “Popó” venceu o campeonato mundial, em 1999. Com a popularização do esporte, ganhou as academias e hoje tem lugar de destaque entre as atividades oferecidas. Segundo o professor Carlos Lemos, usa-se a prática do boxe – com socos e movimentação das pernas – como se os alunos estivessem treinando para combate, mas com menor intensidade. São trabalhados a velocidade nas pernas, o reflexo, a parte cardiorrespiratória e a definição dos músculos. O professor explica que, pela grande quantidade de movimentos, são gastas cerca de 600 calorias em 45 minutos de treino.

Para aquecer, os alunos correm, enquanto trabalham movimentos do boxe sem a luva. Em seguida, todos pulam corda para aumentar a função cardiovascular. E aí sim vem a luta, contra um saco de pancadas ou um boneco, que simulam o adversário. 

– Damos pequenos intervalos para cansar bem o pessoal. É o que eles querem: entrar em forma. Ninguém aqui quer combate. É uma aula bem movimentada, para segurar os alunos na academia, tanto que a música é usada para animar a galera – explica Carlos. 
 
Tae Fight

– O tae fight é uma atividade completa, que trabalha a força, a parte aeróbica e alivia o estresse – explica o professor Carlos Eduardo Estrela. A modalidade, que mistura todas as artes marciais, tem alto gasto calórico – são perdidas de 300 a 500 calorias em uma só aula – e é indicada para quem quer emagrecer.

– Dá para perceber uma diminuição na gordura do abdome com um mês de prática, é ótimo para quem quer secar as gordurinhas – explica o professor.

Durante a aula, que é ministrada em duplas ou trios, um aluno segura o equipamento de contato enquanto o outro, munido de uma luva específica, soca e chuta. Não há contato direto entre os alunos, a ação fica retida no equipamento. São bastante trabalhados os músculos da cintura escapular – trapézio, ombros, braços, quadril e abdome – e os membros inferiores.

– É uma atividade muito intensa, trabalhamos também a parte cardiorrespiratória. A aula não é indicada para quem tem pressão alta, problemas no coração ou de articulação, uma vez que o quadril, os joelhos e os ombros são bastante requisitados – lembra Carlos Eduardo.

Segundo o professor, a maioria das pessoas que procuram a modalidade é de mulheres.

– A mulher agora tem interesse pela arte da luta para aprender defesa pessoal e procura o tae fight pelo intenso gasto calórico, por não ter contato físico e por aliviar o estresse.

Capoeira

É muito procurada pelas mulheres porque define os músculos, queima a gordura e fortalece as pernas e os glúteos, além de desenvolver força muscular, potência, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade, alongamento, destreza, ritmo e musicalidade. Pelo menos é o que garante o professor Leonardo Quaranta. Além de todos esses benefícios, a capoeira melhora a capacidade cardiorrespiratória e atua como meio de sociabilização entre os alunos.

A luta, inventada como meio de defesa dos escravos, começou disfarçada de dança e só teve sua prática liberada na década de 1930. Usando instrumentos de percussão, canto e palmas, é uma atividade lúdica, que ainda ajuda a perder peso.

– Em uma aula destinada a alunos mais graduados e que tenham um nível técnico elevado, é fácil queimar uma média de 800 a mil calorias. Não há contra indicações para a prática da modalidade, é preciso apenas ser orientado por um professor graduado, que respeitará a individualidade do aluno para evitar lesões causadas pela execução errada dos movimentos – observa Leonardo.

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