Mulheres: o que elas devem priorizar na academia em cada faixa etária

Especialista dá dicas de como alcançar saúde e bem-estar físico durante a adolescência, a fase adulta e depois da menopausa

Os objetivos de quem malha devem estar ligados às necessidades e possibilidades do corpo em cada etapa da vida
Os objetivos de quem malha devem estar ligados às necessidades e possibilidades do corpo em cada etapa da vida Foto: Daniel Conzi

Já faz algum tempo que, em muitas academias, a maioria dos alunos é formada por mulheres, nas mais diferentes idades e com as mais diversas necessidades. E quando elas decidem malhar são determinadas e disciplinadas. No entanto, segundo o professor de ginástica da Cia Athletica, da unidade de Porto Alegre, Pedro Englert, não é recomendado abusar e é preciso ficar atenta às necessidades do corpo, que são bastante diferentes durante a adolescência, a idade adulta e depois da menopausa.

? Geralmente, elas chegam aqui querendo dar uma atenção maior para as pernas e os glúteos, mas isso, claro, varia de caso para caso e não pode ser generalizado? explica.

:: Adolescentes

Englert revela que, para as adolescentes é indicado um treinamento que supere as expectativas, fugindo da rotina, o que as desmotivaria. Treinamentos de força e funcionais são os mais indicados.

? As atividades devem ser voltadas para a formação de amigos, intensas e divertidas, para combater o estresse, proporcionar melhor saúde, elevar a auto-estima e melhorar o desempenho físico e mental ? aconselha.

Para o professor da Cia Athletica, não há uma idade determinada para que elas comecem a praticar exercícios físicos. Em média, aos 10 anos de idade, já há alunas que iniciam o treinamento.

? Nesses, casos devemos levar em conta o processo de maturação individual, que varia muito de acordo com cada pessoa. Por isso, desenvolvemos modalidades que atendem especificamente este público ? diz.

O professor explica ainda que os exercícios para essas alunas devem ser prescritos de forma global, sempre evitando a sobrecarga articular.

? Eles devem ser de fácil execução e respeitar a ordem dos maiores grupos musculares para os menores ? alerta.

:: Adultas

Englert destaca que, com o fim da adolescência e início da vida adulta, e com todas as mudanças corporais que isso representa, é possível perceber, na maioria das alunas, uma mudança de objetivos.

? Normalmente, as mulheres procuram um trabalho de definição muscular. Uma mescla de treinos de força com aeróbios são os mais prescritos ? comenta.

? Claro que não devemos esquecer também os treinos de flexibilidade. Afinal, um músculo mais alongado é um músculo mais forte ? afirma.

Muitas alunas, no entanto, ficam em dúvida sobre se podem malhar em períodos específicos, como durante a gestação, ou no caso de cirurgias plásticas.

? É possível malhar durante a gestação. Um treinamento bem monitorado pode ser executado por qualquer pessoa, sem problemas. Há inclusive um programa de treinamento que visa melhorar a saúde da mulher durante a gravidez e fazer com que o período pós parto seja de mais fácil recuperação.

Já no caso das plásticas, é preciso ter uma atenção diferenciada.

? Aí depende do local e do método utilizado para o procedimento. Assim, somente o médico pode liberar os exercícios no período pós operatório ? alerta.

:: Menopausa

Já para quem está na menopausa, Englert diz que o professor precisa apostar muito na motivação da aluna.

? Os exercícios devem priorizar o prazer dela em executá-los, evitando, assim, o desinteresse que pode resultar no abandono do programa ? destaca.

Por isso, o professor defende que uma parceria com a aluna pode ser o segredo para o sucesso da iniciativa.

? Quando há um objetivo específico, deve-se escolher, em consenso com a aluna, qual a modalidade que alie prazer e eficácia para aquele determinado fim. Atividades localizadas, aeróbias, yoga e hidroginástica são algumas das opções ? revela.

Além disso, Englert explica que uma idade mais avançada não é desculpa para deixar a academia. Segundo ele, respeitando os limites do corpo, as atividades podem ser feitas sempre. No entanto, é preciso estar alerta aos sinais do corpo. Fadiga, taquicardia, tonturas e diminuição brusca da pressão, devem ser sempre observadas.

? As diretrizes do Colégio Americano de Medicina Esportiva nos dão este embasamento. O trabalho conjunto com o médico também se faz necessário.

As prioridades para este grupo também mudam e devem ser respeitadas.

? Nestes casos, devemos mesclar treinamentos de força, aeróbios de coordenação e de flexibilidade ? diz.

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