Mulheres se preocupam mais em buscar orientação profissional para correr

Maior pesquisa realizada no Brasil ouviu 7.731 praticantes amadores

Pelo menos 33% das entrevistadas afirmam correr até 25 quilômetros por semana
Pelo menos 33% das entrevistadas afirmam correr até 25 quilômetros por semana Foto: Renato Bairros

Uma pesquisa aplicada em corredores amadores apontou que as mulheres se preocupam mais em buscar orientação profissional para a atividade, embora tenham começado a praticar o esportes há menos tempo que os homens. Elas, inclusive, são quase tão resistentes quanto os homens: entre as entrevistadas, 33% afirmaram correr até 25 quilômetros por semana e 25% até 50 quilômetros, contra 30% e 33% dos homens, respectivamente.

O Questionário de Avaliação de Corredores (QUAC) indicou que metade das mulheres que pratica corrida regularmente procura orientação profissional (51%), número que cai para 33% entre os homens. Essa é a maior pesquisa já realizada no país, que avaliou 7.731 corredores amadores. Além de mostrar uma maior preocupação das mulheres, este dado também revela outro índice em relação ao perfil das corredoras, segundo o presidente do Comitê de Traumatologia Desportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e coordenador do estudo, Rogério Teixeira.

– A corrida é um esporte mais praticado por homens, mas as mulheres têm aumentado sua participação nos últimos anos. De qualquer maneira, é uma prática ainda recente para a mulher, o que talvez justifique a maior preocupação com a orientação de um profissional – afirma Teixeira.

De acordo com o estudo, 48% das mulheres começaram a correr há menos de dois anos, índice que cai para 30% entre os homens. O número de lesões decorrentes da corrida é alto em ambos os sexos: 50% das mulheres afirmaram ter tido algum problema com o esporte, contra 54% dos homens.

Entre as lesões mais frequentes em homens e mulheres, as mais relatadas foram tendinite no joelho (20% homens e 20% mulheres), dor na coluna (13% mulheres e 17% homens), e inflamação da tíbia (16% homens e 16% mulheres). As mulheres apresentaram mais tendinite no quadril do que homens, com 10% contra 4%.

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