Namoro entre funcionários exige bom senso entre o casal

A ligação afetiva pode até aumentar a produtividade do casal, dizem especialistas

Filme "Marley e Eu" tem emocionado pessoas que partem em voos internacionais
Filme "Marley e Eu" tem emocionado pessoas que partem em voos internacionais Foto: Divulgação Fox

Leonardo Brito, 28 anos, auxilia na organização do evento. A mulher dele, Alayde Maia, 26 anos, ajuda na coordenação da cozinha. E o chefe do casal, Leo Lynce, gosta do que vê.

? É importante para eles trabalharem juntos. Afinal, querem crescer um ao lado do outro. Claro que o profissionalismo precisa existir. Afinal, estão em um ambiente de trabalho. Mas o que percebo é que o relacionamento deles só traz benefícios ? avalia.

A análise de Leo está longe de ser unanimidade no mundo corporativo. Há empresas, inclusive, que proíbem o envolvimento amoroso entre os funcionários. Mas eles acontecem. E muito. Segundo sondagens feitas pela sexóloga Shere Hite, nos Estados Unidos, 62% das mulheres e 71% dos homens já se relacionaram com os colegas de trabalho. Entre os participantes, 42% namoraram e 35% esconderam a relação. A pesquisa é feita anualmente e sofre variações mínimas.

Não há estudos parecidos com os brasileiros, mas especialistas em carreira dizem que os corações batem parecido por aqui. Por isso, o alerta de Paulo Henrique Rocha, consultor da Corrhect Gestão em RH.

? O ideal é que o casal seja discreto e profissional. Nada de exposição do relacionamento entre os dois na empresa. Isso pode causar um mal-estar nos demais colegas ? avisa.

Mesmo com os cuidados, é inevitável que alguns problemas apareçam. Mas os problemas de trabalho precisam ser tratados com cuidado pelo casal. O melhor é evitar o máximo possível levá-los para casa, que é quando a mente precisa ser ocupada por outras coisa, não por problemas. A dica é deixar tudo que diz respeito ao serviço lá e, quando não puder evitar, use a maturidade para contornar a situação.

É proibido proibir

Muitas empresas sabem que não podem proibir o namoro entre funcionários. E para evitar os exageros, impõem regras de condutas. Mesmo assim, a maioria dos casais prefere manter o namoro em segredo, evitando, assim, fofocas e barreiras para o crescimento profissional. A preocupação das empresas é que o romance acabe atrapalhando a produtividade do casal. E nem é preciso trabalhar no mesmo setor para que isso ocorra.

De acordo com a advogada trabalhista Alessandra Carpes, não existe lei que proíba o relacionamento amoroso entre pessoas da mesma empresa, mas os exageros podem ser enquadrados em um artigo da lei trabalhista chamado de incontinência de conduta.

A lei diz que atitudes exageradas ? beijos e carícias mais íntimas ? e prejudiciais à empresa podem ser punidas com demissão por justa causa. Alessandra recomenda que as empresas adotem regulamentos internos para orientar os funcionários.

Faça a coisa certa

* Mesmo que os chefes e os colegas saibam do namoro, nunca deixe que o assunto tome conta do ambiente de trabalho

* Trate o seu parceiro como trata os outros colegas. Nada de beijos, carinhos ou apelidos. Isso gera fofoca e, dependendo da postura da empresa, uma advertência ou até demissão por justa causa

* Se um dos dois entrar na empresa por meio da indicação do parceiro, deixe isso claro para o departamento de recursos humanos

* Evite excesso de ligações e visitas constantes à mesa do parceiro. Também não troque e-mails pessoais. Por algum erro, eles podem parar nas mãos de outras pessoas

* Aproveite a hora do almoço para ficar mais próxima do namorado ou marido. Mas se a refeição for dentro da empresa, mantenha a discrição e não se isole dos colegas de trabalho

* Quando um dos parceiros é o chefe, redobre os cuidados. Se você for o subordinado, não deixe de ser profissional, cumprindo seus horários e mantendo sua produtividade. Se for o chefe, não faça cobranças demais nem de menos

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