Não basta reservar uma hora para o sexo, é preciso tempo para entrar no clima

Veja as dicas para melhorar a vida sexual

Alguns casais transam mais por obrigação do que por prazer
Alguns casais transam mais por obrigação do que por prazer Foto: Genaro Joner

– Os sexólogos repetem como um mantra: cada pessoa e cada casal tem seu ritmo. Em vez de se comparar com vizinhos, amigos ou mesmo com as estatísticas que apontam médias nacionais, melhor é perguntar-se: qual o meu desejo? Como explica a sexóloga Lina Wainberg, tem gente que transa de 15 em 15 dias e fica muito satisfeito, e tem outros que ficariam chocados com essa média – cada casal tem que descobrir o que os satisfaz.

– Uma boa vida sexual requer empenho e dedicação. Quanto mais espaço você reservar para o sexo em sua vida, provavelmente mais vai querer transar: com a mente erotizada, você fica mais predisposto aos estímulos sexuais.

– Você analisa a agenda e realmente não encontra tempo para o sexo entre trabalho, filhos, curso de pós-graduação, curso de inglês e academia e as horas de sono. Então, talvez seja hora de rever sua agenda e avaliar suas prioridades: há ocupações fundamentais, como cuidar dos filhos, mas será que você realmente precisa fazer o curso de pós-graduação agora? Carmita Abdo, autora do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, pergunta: o que é possível adiar para sobrar tempo para o prazer?

– Que horário funciona melhor para você transar? A questão parece trivial, mas é importante: quando você está mais disponível para o sexo?

– Na correria do dia a dia, não basta reservar uma horinha para o sexo propriamente dito. É preciso se dar tempo para entrar no clima e erotizar a mente. Para isso, valem algumas dicas: pensar em sexo durante o dia (sim, mesmo no trabalho!), perder o pudor em brincadeiras com seu par e acariciá-lo não apenas no momento da transa e, por que não?, marcar um encontro com sua mulher ou seu marido.

– Vida sexual prazerosa não significa apenas uma transa completa, com penetração. Amassos são bem-vindos – o importante é ter prazer, destaca a sexóloga Lúcia Pesca. Não há receita, a não ser relaxar.

– Se o casal não consegue resolver sozinho suas questões na cama, a terapia sexual é uma opção. Pela experiência em consultório, Lúcia Pesca afirma que, muitas vezes, poucas sessões são o bastante para buscar uma solução.

Quando um não quer… dois não transam 

– Eis o problema de muitos casais: a rotina, a maratona diária de trabalho, filhos e tarefas domésticas e o passar dos anos nem sempre afetam os dois da mesma maneira. Um pode jamais perder o ânimo para o sexo, enquanto o outro prefere dormir abraçado e deixar a transa para o final de semana.

– Embora não seja regra, em boa parte dos casos é o homem que cobra mais sexo da parceira. De acordo com Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, eles têm uma vida sexual ativa por mais tempo, já que as mulheres passam por ciclos que interferem na sua libido, desde o ciclo menstrual, passando pela gestação, o pós-parto e a amamentação, até o climatério. Mas os depoimentos desta reportagem confirmam o que os sexólogos já atestam nos consultórios: também as mulheres estão cobrando mais sexo dos maridos.

– O desejo feminino, destaca Carmita, é menos espontâneo do que o dos homens. No tocante a sexo as mulheres seriam mais responsivas, ou seja, entram no clima a partir do toque, das palavras sedutoras e da abordagem do parceiro. Esta é uma boa dica para  maridos a fim de estimular suas parceiras a transar com mais frequência.

– O descompasso no desejo sexual no casal não deve ser ignorado: a solução é conversar francamente para tentar chegar a um denominador comum que satisfaça a ambos. Na prática, quem quer mais sexo deve tentar estimular o desejo do outro – dentro do limite e da vontade de cada um, como explica a sexóloga Lina Wainberg. Dependerá do quanto cada um está disposto a ceder.

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