Nova medicação e mudança de hábitos ajudam a evitar casos repetidos de cistite

Doença atinge metade das mulheres ao menos uma vez na vida

Alimentos com ácidos graxos fazem bem à saúde
Alimentos com ácidos graxos fazem bem à saúde Foto: Divulgação, stock.xchng

Pacientes com cistite reclamam da frequência, da urgência e da dor que sentem ao urinar. Além disso, as pessoas podem ter um desconforto geral, com dores pelo corpo. Até mesmo sangue na urina e febre estão na lista dos sintomas. Tudo isso ocorre por causa de uma bactéria que atende pelo nome de Escherichia coli (E.coli), responsável por 80% dos casos. Presente nas fezes, muitas vezes se multiplica e migra para a uretra, encontrando um caminho aberto até a bexiga, onde provoca a infecção.

No combate à E.coli, os médicos costumam utilizar antibióticos. Porém, o número de cistites recorrentes é muito alto. Estima-se que metade das mulheres tem a doença, pelo menos, uma vez na vida, sendo que 20% desse total enfrentam o problema mais de uma vez. Cistite é considerada recorrente quando é diagnosticada duas vezes em um semestre ou três durante o ano.

Quando a cistite insiste em retornar, um novo medicamento que chegou ao Brasil há pouco mais de um ano pode ajudar: o imunoestimulante, administrado por via oral.

– É um remédio preparado a partir da própria bactéria. Retira-se dela uma parte chamada antigênica. Em contato com o organismo, essa parte provoca a produção de anticorpos – explica o urologista Jorge Pastro Noronha, do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Em linhas gerais, o imunoestimulante segue a mesma estratégia de uma vacina. A lógica é dar ao paciente um pedaço pequeno e inofensivo do inimigo. A partir daí, o corpo se arma e fica mais bem preparado para enfrentar a bactéria e evitar uma nova infecção.

O medicamento não substitui o antibiótico, mas pode reduzir a frequência de repetição da doença e dos sintomas. Além da terapia com remédios, é importante que as pacientes sigam uma cartilha de bons hábitos para evitar a recorrência. Segurar a vontade de ir no banheiro pode ser prejudicial e aumentar o risco de cistite. Outro ponto importante é a atividade sexual.

– Recomenda-se que as mulheres urinem antes e depois do ato. Isso porque a penetração facilita a entrada da bactéria na bexiga – explica o ginecologista Jorge Milhem Haddad, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Outra indicação no combate à cistite é tomar água. Afinal, é justamente ao urinar que as bactérias são expulsas do organismo.

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