Novo casamento real atrai atenções da mídia

Príncipe Albert se unirá no próximo domingo com plebeia sul-africana

Foto: VALERY HACHE

Ele é um príncipe-playboy, filho da estrela de Hollywood Grace Kelly e do príncipe Rainier. Ela, uma plebeia sul-africana, 20 anos mais moça do que o noivo, ex-nadadora olímpica e filha de um vendedor de fotocopiadoras. Depois da comoção provocada pelo casamento do príncipe William, da Grã-Bretanha, com Kate Middleton, no dia 29 de abril, uma nova união na realeza promete atrair as atenções mundiais no próximo domingo: a do príncipe Albert, 53 anos, de Mônaco, com Charlene Wittstock.

A expectativa é de que dezenas de milhares de turistas e curiosos invadam o riquíssimo mas minúsculo principado – com área de apenas 2,01 quilômetros quadrados, menos que a do Centro de Porto Alegre – para a megafesta de dois dias que está sendo preparada. A banda de rock americana The Eagles vai se apresentar, enquanto Jean-Michel Jarre comandará um show de luzes no porto.

Mas o casamento é mais do que o último capítulo da novela envolvendo os Grimaldi, uma dinastia famosa tanto pelo glamour como pelos escândalos. É vital para a sobrevivência de Mônaco como um oásis à prova de impostos. O principado, o segundo menor país do mundo, atrás apenas do Vaticano, tem 360 mil contas bancárias registradas, contra uma população de apenas 33 mil habitantes – na maioria estrangeiros expatriados, que não pagam nenhum imposto sobre a renda ou ganhos de capital. Em 2009, a nação foi retirada da lista negra da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) dos paraísos fiscais que não colaboram com as autoridades estrangeiras, depois de prometer mais “transparência”. Os Grimaldi, que governam o pequeno enclave no sul da França há sete séculos, são os guardiães do status especial de Mônaco.

– É uma questão de vida ou morte. Se não houver príncipe ou herdeiro, Mônaco passará a ser território da França. A estabilidade da família real é crucial para os inúmeros bancos de Mônaco, que querem segurança – explica o jornalista François Caviglioli, que cobre as notícias do principado há décadas para a revista Le Nouvel Observateur.

O casal Albert e Charlene, ela com 33 anos, enfrentam agora dois desafios: gerar um herdeiro e evitar as tragédias e traumas pessoais que marcam a história dos Grimaldi. Albert já reconheceu dois filhos fora do casamento: uma filha com uma turista americana e um menino com uma aeromoça de Togo. Uma mudança na Constituição permite agora a transferência de poder pela linha feminina, mas um herdeiro homem ainda é considerado preferível nesse enclave conservador e católico. Albert não fala sobre a suposta maldição envolvendo casamentos na família, mas sua mãe morreu em 1982 em um acidente de carro, sua irmã Caroline perdeu o segundo marido em um acidente de lancha, e sua outra irmã, Stéphanie, famosa pela vida amorosa conturbada, se casou e se divorciou em sequência com seu guarda-costas e com um artista de circo.

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