Novo exame promete facilitar o diagnóstico da endometriose

Técnica detecta doença sem necessidade de intervenção cirúrgica

Publicada em novembro de 1928, a imagem de Joseph F. Rock retrata Tsemoling, o Menino Deus de Choni, de quatro anos, declarado pelo Dalai Lama como a reencarnação do rei tibetano
Publicada em novembro de 1928, a imagem de Joseph F. Rock retrata Tsemoling, o Menino Deus de Choni, de quatro anos, declarado pelo Dalai Lama como a reencarnação do rei tibetano Foto: EFE/Joseph F. Rock - Steven Kasher/National Geographic Society

Um novo exame promete tornar o diagnóstico da endometriose mais rápido e preciso. Em vez da laparoscopia, a única forma de diagnosticar precisamente o distúrbio atualmente, médicos da Austrália, Jordânia e Bélgica apresentaram com sucesso um método que indica a presença da doença pela análise de fragmentos do tecido uterino sem a necessidade de intervenção cirúrgica. O resultado do estudo, feito com 99 mulheres, foi publicado no periódico “Human Reproduction”.

Atualmente, a laparoscopia é a única forma de diagnosticar precisamente a endometriose, já que a ultrassonografia só detecta estágios avançados da doença. Porém, até 40% das mulheres que se submetem à cirurgia não têm um crescimento anormal do tecido do endométrio.

No novo procedimento, feito em consultório, o ginecologista pode fazer uma biópsia do útero pela vagina. Na análise da biópsia, o especialista verifica se há ou não a presença de fibras nervosas no tecido, sinal de que o quadro já se instalou. Segundo os pesquisadores das Universidades de Sidney, na Austrália, e Mu’tah, na Jordânia, a eficácia do teste é de 100%, e pode ser feito logo que surge a suspeita da doença.

A endometriose, doença caracterizada pelo crescimento anormal do endométrio (membrana que reveste a parede uterina) atinge de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e não tem cura. No Brasil, estima-se que ela atinja 6 milhões de mulheres. Os sintomas incluem cólicas fortes, dor durante a relação sexual e infertilidade. Em estágios avançados, o tratamento geralmente é cirúrgico e consiste na retirada do excesso de tecido.

– O novo exame abre a possibilidade do diagnóstico precoce da endometriose e, consequentemente, ajuda a preservar o bem-estar das portadoras da doença, assim como sua fertilidade. No futuro, queremos desenvolver um exame de sangue que identifique a endometriose – escreveu o ginecologista Moamar Al-Jefout, um dos coordenadores do estudo.

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