Novo teste poderá prever risco de reincidência do câncer de mama após a quimioterapia

Teste estuda novos tratamentos contra o câncer em mulheres

Quimioterapia em pacientes com câncer de mama funciona só para algumas mulheres
Quimioterapia em pacientes com câncer de mama funciona só para algumas mulheres Foto: Divulgação, SCX

Um teste genético em fase de análise no Instituto Dana-Farber, nos Estados Unidos, poderá, no futuro próximo, ajudar a prever que mulheres estão mais sujeitas à reincidência do câncer de mama após o tratamento com quimioterapia. Pesquisadores americanos identificaram dois genes que podem diminuir a eficácia dos quimioterápicos.

Oncologistas não conseguem explicar porque a quimioterapia funciona em alguns pacientes e não em outros. Mas cientistas já sabem que as propriedades moleculares do tumor estão diretamente ligadas ao resultado da quimioterapia.

Neste estudo, os pesquisadores da equipe do Instituto Dana-Farber avaliaram o código genético de tumores retirados de mulheres que haviam feito o tratamento com o quimioterápico antraciclina, um dos mais usados atualmente. Na análise, eles descobriram que pacientes com um tipo mais resistente de tumor tinham dois genes ativos que impediam a ação completa do medicamento. O teste foi feito com 85 mulheres.

Segundo o oncologista Eric Winer, diretor de oncologia da mama no Instituto Dana Farber, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de testes que indiquem o melhor tratamento quimioterápico para cada mulher. Descobrindo quais medicamentos o tumor terá resistência, a paciente não perderá tempo com intervenções pouco eficazes e terá mais chances de cura. O estudo, ainda em fase preliminar, faz parte de uma nova geração tratamentos contra o câncer, que estão cada vez mais personalizados graças à terapia genética.

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