O castelo de Chambord, cenário exótico para uma telenovela brasileira

TV Globo grava cenas de Cordel Encantado na França

Da esquerda para a direita, Emanuelle Araújo, Guilherme Fontes e Zezé Polessa vão à coletiva de imprensa para apresentar "Cordel Encantado" no Projac
Da esquerda para a direita, Emanuelle Araújo, Guilherme Fontes e Zezé Polessa vão à coletiva de imprensa para apresentar "Cordel Encantado" no Projac Foto: Agnews

Na manhã glacial, quatro carruagens esperam diante do castelo de Chambord a saída do rei Augusto, um monarca imaginário, protagonista de uma telenovela brasileira, à qual esta jóia do renascimento francês aporta uma boa dose de ‘exotismo’.

As gravações de Cordel Encantado, próxima novela das seis, estão a todo vapor.
Débora Bloch, Luiz Fernando Guimarães e Carmo Dalla Vecchia, entre outros atores, estão na França, gravando os primeiros capítulos.

Cordel Encantado, de Duca Rachid e Thelma Guedes com direção de Amora Mautner, tem estreia prevista para abril, substituindo Araguaia no horário das 18h.

No começo da semana, a TV Globo instalou seu equipamento na esplanada do castelo, às margens do Loire (centro da França) para a rodagem.

? Um castelo como Chambord, para um brasileiro, é muito exótico ? explica Christian Burnel, da companhia de produção Apatride TV, encarregada de atrair filmagens estrangeiras à Europa.

Neste mês de fevereiro, as árvores estão sem a folhagem, tudo é gelado, e o céu plúmbeo, quando no Rio o termômetro supera os 30 graus.

? O que os diverte, é ver que as árvores ficaram sem folhas ? comenta com um sorriso o diretor-geral de fazenda de Chambord, Jean d’Haussonville. ? Nós somos o país exótico para o Brasil, a relação se inverte! ? exclama.

O Brasil não quis poupar em extravagância. Além das carruagens de diferentes épocas (uma delas aparece numa série “Harry Potter” e a outra em “Marie Antoinette” de Sofia Coppola) os guardas usam capacetes pontiagudos que refulgem. No local, o inglês, o francês e o português coabitam como podem.

A história de “Cortel Encantado” transcorre sobretudo no Brasil, nos séculos XIX el XX.
Mas um flashback, numa Europa imaginária onde a heroína viveu uma juventude principesca justifica a filmagem na Francia. Durante toda a semana, 15 atores brasileiros, 80 técnicos e entre 350 e 400 figurantes rodaram cenas ainda mantidas em segredo, para evitar vazamentos do enredo, antes da divulgação da telenovela, em março.

Segundo d’Haussonville, é “um excelente meio para que os brasileiros nos conheçam. Os telespectadores, um dia, poderão tornar-se turistas na região. “Para se ter uma ideia, contamos com 6.000 visitantes brasileiros por ano atualmente, e se este número pudesse aumentar, ficaríamos encantados”, comenta.

Para uma filmagem como esta, de cinco dias, a TV Globo pagará 36.000 euros (49.000 dólares), congratula-se o diretor, disposto a repetir a experiência.

Propriedade do Estado francês desde 1932, o castelo de Chambord, construído por ordem de Francisco I no começo do Renascimento, é catalogado como Patrimônio Mundial da Unesco. Acolhe a cada ano 800.000 visitantes.

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