O Pasquim era machista?

Médicos recomendam ingestão de apenas 100 calorias extras por dia
Médicos recomendam ingestão de apenas 100 calorias extras por dia Foto: Divulgação, Stock.Xchng

Desde o nascimento, o Pasquim conviveu com a acusação – aberta ou dissimulada – de ser machista. Motivos não faltavam. Além de exibir mulheres em todas as páginas, dava vazão ao humor de alguns notórios antifeministas, como Tarso de Castro, Millôr Fernandes, Jaguar e Ziraldo. Consta que a entrevista da feminista americana Betty Friedan ao jornal terminou de forma espalhafatosa, com a entrevistada gritando: “Fuck you! Fuck you!” A feminista brasileira Rose Marie Muraro, por outro lado, concordou em subscrever a frase da capa depois de ser entrevistada: “Pasquim: um jornal onde a gente pode dizer o que pensa”.
 
Marcia Neme Buzalaf, autora da tese de doutorado “A Censura no Pasquim (1969-1975)”, defendida em 2009 junto à Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, escreveu: “Uma das poucas mulheres que realmente circularam na redação do Pasquim a trabalho, Martha Alencar afirma que o clima no cotidiano do jornal era de disputa de egos, de muita criatividade e de um machismo latente, criticado por Terezinha Maria da Fonsce Passos Bittencourt na sua pesquisa de doutorado. Para ela, o jornal era contestador das estruturas, mas reacionário em questões de natureza sexual, ao tratar o homossexualismo e o feminismo”.
 
Ex-diretora administrativa do jornal, Barbara Oppenheimer responde com bom humor à pergunta que dá título a este post: “Claro que não! Um jornal que tinha Martha Alencar como editora, Barbara como diretora administrativa, Nelma Quadros como secretária de redação seria machista? Eles (a equipe) gostavam muito de mulher, isso sim!”

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