O que as mães podem fazer para evitar que os filhos fiquem gripados

Lavar as mãos é um cuidado básico para evitar transmitir doenças

No cuidado diário com os filhos pequenos, os pais devem manter certas precauções
No cuidado diário com os filhos pequenos, os pais devem manter certas precauções Foto: Stock Photos, Divulgação

Outono e inverno são períodos críticos para quem tem filho pequeno. Nessa época, os casos de doenças respiratórias aumentam, e os cuidados com os pequenos devem ser redobrados, fazendo com que muitas mães se perguntem até que ponto as precauções extras com a saúde são importantes ou excessivas.

Entre ondas de frio, altos índices de umidade e maior contato com pessoas contaminadas, as crianças tornam-se vulneráveis, e a transmissão de doenças é facilitada. A pediatra Mágueda Gottert Cardoso afirma que algumas medidas podem ser tomadas, e a higienização adequada das mãos é uma das mais importantes.

– É comprovado que as mãos carregam vírus. Quem for entrar em contato com crianças pequenas tem a obrigação de lavar as mãos. Um resfriado que para nós, adultos, pode ser leve, para um bebê pode se tornar mais grave – explica a médica.

Apesar de alguns tipos de vírus permanecerem por até 48 horas em superfícies lisas, como mesas e maçanetas, o contato com pessoas contaminadas ainda está entre os principais fatores de risco para as crianças. Com a saúde frágil e o sistema imunológico em desenvolvimento, bebês de até um ano são vítimas em potencial das doenças mais comuns nas estações frias.

A relações-públicas Cátia Osório acompanhou com atenção o quadro de bronquiolite diagnosticado no filho João Guilherme, de oito meses. Com a experiência, decidiu aumentar os cuidados com o bebê.

– O João Guilherme é calorento. Então, nos primeiros dias de frio, acabei sendo meio relapsa. Quando se é mãe nos preocupamos muito e, no começo, não sabemos até que ponto estamos sendo exageradas e até que ponto o cuidado é mesmo necessário – afirma Cátia.

Às vezes, pode ser difícil saber dosar as precauções, principalmente quando elas envolvem mudanças nos hábitos de amigos e familiares que convivem com a criança. Segundo Mágueda, o correto é pedir, gentilmente, que as visitas façam sua parte e colaborem com a saúde do bebê.

– As pessoas precisam entender que devem lavar as mãos não por elas estarem com alguma “sujeirinha”, e sim pelas doenças que podem transmitir – afirma.

No cuidado diário com os filhos pequenos, os pais devem manter certas precauções, sem serem exagerados. É importante evitar choques térmicos, programando o banho do bebê para um momento em que não será mais necessário sair de casa, por exemplo. Sair com o cabelo molhado no frio, nem pensar. As crianças precisam ser bem agasalhadas e protegidas do vento, principal inimigo quando o assunto é saúde. Para isso, sugere-se o uso de mantas e toucas de lã, cobrindo nariz, boca e ouvidos.
Boa higiene também é fundamental em relação aos objetos do bebê. Mamadeira bem lavada e o uso de lenços descartáveis são aliados para evitar as doenças indesejadas.

– As mães devem ficar longe dos paninhos. O melhor é usar material descartável, até mesmo um papel higiênico macio, para limpar o nariz do bebê. Paninho é como mão, acaba carregando as bactérias até a criança – explica a pediatra.

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