O Rio de Janeiro continua lindo: veja 6 dicas para curtir a cidade em 6 dias

Roteiro informal e econômico pode agradar a quem não conhece os points

Corcovado: é importante chegar cedo
Corcovado: é importante chegar cedo Foto: AFP

Pouco tempo e muita vontade de ver tudo no Rio? Confira seis dicas para aproveitar o que tem de melhor a Cidade Maravilhosa em seis dias. São econômicas ? mas nem por isso menos divertidas. Confira:

1 – Em vez de albergues ou hotel, que tal alugar um apartamento?
No www.copaapartments.com, o atendimento é ótimo e o apartamento era tudo que escolhemos e mais um pouco. Próximo ao mar, em Copacabana, estávamos perto de mercados, farmácia, feirinha de rua, bons restaurantes (entenda-se por isso comida de qualidade a preço justo) e estação de metrô. Para quatro pessoas, uma suíte confortável, um quarto grande, banheiro no corredor, cozinha completa, sala com TV a cabo, DVD e som, máquina de lavar roupa e segurança 24 horas no prédio por R$ 120 a diária (R$ 30 por pessoa). Tudo limpo, organizado, com taxas inclusas e um taxista que pega o cliente no aeroporto. E o prazer de se sentir em casa depois de bater muita perna.

2 – Acorde cedo e aproveite as praias.
Isso não significa passar por todas elas em excursão turística, mas escolher uma ou duas por dia, alugar uma cadeira e um guarda-sol na beira do mar, beber cerveja (a Itaipava é a mais comum por lá) ou água de coco, comer Biscoitos Globo e não se importar com a muvuca ao redor. Sim, praias como Leblon e Ipanema são lotadas. A Barra da Tijuca concentra os famosos. Outras são menos disputadas, mais preservadas e distantes, como Prainha e Grumari, ambas na zona Oeste, reduto de surfistas, naturistas e hippies.

3 – Para turistas sem pressa, o transporte público é indicado.
Claro, é preciso ficar de olho nos pertences de valor, mas tanto o ônibus quanto o metrô são eficientes. Se quiser economizar tempo, basta levantar o braço, e os táxis brigam para decidir qual vai parar primeiro. Dividindo em quatro pessoas, como foi o meu caso, vale a pena.

4 – Inclua todos os bares possíveis no roteiro.
E prepare-se para ficar em pé na calçada bebendo cerveja gelada em copo de vidro. Indico alguns clássicos:

– Jobi, no Leblon (experimente o pernil com abacaxi).

– Amarelinho, no Centro Histórico (não confunda com o Vermelhinho, ao lado). Serve bolinhos saborosos no almoço, também frequentado por executivos.

– Rio Scenarium, na Lapa (chegue cedo porque a fila é quilométrica). Muito frequentado por turistas, mas você pode escolher outro qualquer que toque samba de raiz ou gafieira.

– Balada Mix, na Barra. É onde os famosos tomam café antes e depois da praia.

– Baixo Gávea. Uma esquina qualquer, com bares e picanha na chapa. Dá até vontade de ir para o meio da rua, como os nativos, beber em pé e fingir que é normal ter globais ao redor.

– Se você tiver algum contato quente, conheça o Bar do Copa. O lugar, dentro do Copacabana Palace, tem festas eletrônicas às sextas-feiras e aos sábados.

5 – Pontos turísticos para visitar em seis dias:
– Corcovado: vá de manhã, prefira subir de trenzinho pela via inaugurada por dom Pedro II ou negocie um pacote com os taxistas. Uma hora é suficiente para ficar lá em cima, tirar fotos com o Cristo Redentor e apreciar o Rio.

– Morro da Urca/Pão de Açúcar: suba no meio da tarde, para poder apreciar o pôr do sol quando ainda estiver lá em cima.

– Forte de Copacabana: um pouco da história do Brasil está ali preservada. Também tem exposição de arte e uma filial da centenária Confeitaria Colombo.

– Centro Histórico: vá acompanhado, porque há lugares bastante inseguros. Aqui ficam o Cine Odeon, o Theatro Municipal, a Câmara de Vereadores, o Museu Nacional de Belas Artes, o Paço Municipal, a Academia Brasileira de Letras, livrarias convidativas (algumas abrem 24 horas) e outras atrações que remetem ao início da colonização do País. Invista um dia inteiro nesta área.

– Maracanã: em obras até 2013, mas valerá a pena voltar para ver um jogo com casa cheia.

– Palácio do Catete: só o jardim já é lindo (e a visita, gratuita). Para entrar na casa onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, programe-se. Apesar de os folhetos garantirem que fecha às 17h, o último visitante entra às 16h30min.

– Jardim Botânico: a pé ou a bordo de um carrinho aberto, o lugar inaugurado para dom João VI em 1808 é impressionante.

– Lagoa Rodrigo de Freitas: alugue um pedalinho ou uma espécie de bicicleta para duas pessoas. Recarregue as energias em um dos restaurantes à luz de velas e com música ao vivo.

– Pedra Bonita: o visual lá de cima, no caminho para a Pedra da Gávea, vale enfrentar até o medo de altura. E não custa nada.

– Arcos da Lapa: o antigo aqueduto é bonito de dia e à noite. Se pegar o bondinho até Santa Teresa durante o dia, caminhe sem pressa pelas ladeiras de pedra. À noite é perigoso.

6. Se você é daqueles superorganizados, o tipo de turista que acha perda de tempo passar horas de bobeira na praia, no parque ou no barzinho à beira-mar, certamente sobrará tempo para visitar cidades próximas ao Rio. Escolha entre as três dicas abaixo:
 
– Niterói: se você for de carro, o passeio começa por um cartão-postal, a ponte Rio-Niterói, de 13,8 km de extensão. Ah, o táxi vai custar caro, portanto, negocie antes do embarque. Se optar pelas barcas ou catamarãs, apreciará o Corcovado e o Pão de Açúcar de dentro da baía de Guanabara. Já na cidade, o Museu de Arte Contemporânea é o que há de mais legal, inclusive para quem não é fã de museus.

Projetado pelo arquiteto centenário Oscar Niemeyer, o prédio está em cima do Mirante da Boa Viagem, de onde se pode ver os dois principais cartões-postais do Rio de Janeiro. Mas Niterói também tem praias, fortes, parques e prédios históricos, caso você decida ficar mais tempo por lá.

– Paquetá: a ilha é, na verdade, um bairro do Rio. Porém, foi descoberto antes, em dezembro de 1555, e pertenceu a Estácio de Sá. O desenvolvimento chegou no século 19, quando Dom João VI elegeu o local como um paraíso particular. Nesta época, foi criado o serviço de barca, que funciona até hoje e é o meio mais fácil de qualquer turista chegar a partir da Praça XV, no Centro do Rio. Custa só R$ 5 e demora pouco mais de uma hora. O romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é ambientado em Paquetá (e batiza praia e um mirante). Na ilha, em passeios de bicicleta pelas praias e ruas de pedra do Centro Histórico, aproveite para conversar com nativos e conhecer as lendas que povoam o imaginário local. A cultura nativa, inclusive, concedeu ao bairro o título de Área de Preservação do Ambiente Cultural. O passeio pela Baía de Guanabara, com sete ilhas que remetem ao Brasil Imperial, é um atrativo à parte. Passeie sem pressa e com a câmera fotográfica a postos!

– Petrópolis: fica a 68 quilômetros do Rio de Janeiro. A cidade de dom Pedro I (daí o nome) foi construída para ser sede do Império, em 1843, 13 anos depois que o príncipe regente se encantou por aquele pedacinho da serra. Até hoje, Petrópolis exibe algumas mansões da antiga aristocracia, palácios (inclusive o Imperial, que hoje abriga um museu) e até um castelo, que já pertenceu ao barão de Itaipava. Além de encantadora, a cidade é uma aula de história do Brasil.

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