Ovário polícístico atinge entre 4% e 7% das brasileiras

Síndrome tem tratamento eficaz, aponta especialista

Formato do rosto influencia em qual formato do chapéu deve ser escolhido
Formato do rosto influencia em qual formato do chapéu deve ser escolhido Foto: Stock Photos

Denominada por muitos como a “síndrome da mulher moderna” por sua incidência na atualidade, a síndrome do ovário policístico atinge mulheres jovens, em idade reprodutiva, e caracteriza-se por um distúrbio hormonal que leva ao aparecimento de inúmeros cistos foliculares na superfície dos ovários, acarretando a elevação dos níveis de hormônio masculino (androgênios) no organismo feminino. Segundo a professora Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Angela Maggio da Fonseca, ao todo entre 4% e 7% das brasileiras.

? O ovário policístico é uma síndrome da atualidade e pode estar associada a outras patologias como a síndrome metabólica e as dislipidemias (alterações dos níveis de gorduras no sangue) ? explica.

Segundo a especialista, as manifestações mais precoces do problema são: irregularidade menstrual, surgimento de acne e seborreia, aumento do volume de pelos no corpo (chamado hirsutismo) e cólicas exacerbadas. Com o passar do tempo, ainda podem surgir outras complicações como obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus (tipo 2), distúrbios psicológicos e comportamentais e aumento do risco cardiovascular.

Angela explica que o problema pode provocar a redução da fertilidade da mulher, sendo que cerca de 15% dos casos de esterilidade feminina causada por problemas no ovário estão relacionados com ela.

? Trata-se de uma das maiores causas de infertilidade por problemas ovarianos ? afirma.

No entanto, essa não é uma situação irreversível. O histórico médico revela que muitas mulheres que passaram pelo problema acabaram engravidando. Mesmo aquelas que não conseguem uma gestação de forma espontânea, podem engravidar após um período de tratamento com medicamentos específicos e indutores de ovulação.

De acordo com a professora, o diagnóstico da síndrome é clínico, sendo confirmado a partir da ausência de ovulações mensais e sinais de aumento do hormônio masculino no organismo. Contudo, para a comprovação da patologia é necessário realizar os exames complementares de ultrassonografia e a dosagem hormonal.

? O diagnóstico é feito pelo médico através da análise do histórico da paciente, exame físico geral e ginecológico e, obviamente, confirmado pelos exames laboratoriais ? sustenta a especialista.

Tratamento

A partir do diagnóstico positivo, o médico define junto com a paciente o tratamento que será seguido. Caso a intenção seja a melhora do ciclo menstrual e da pele, pode-se optar por métodos de tratamento hormonal. Quando a mulher deseja engravidar, o tratamento pode abranger medicamentos indutores da ovulação.

No entanto, para todos os casos, algumas medidas são essenciais: orientação para uma dieta saudável, rotina de exercícios físicos e cuidados estéticos (depilação e tratamentos da acne), que contribuem para a melhora dos aspectos físicos e psicológicos relacionados à síndrome.

Para as pacientes acima do peso, emagrecer é muito importante para o sucesso do tratamento.

? Muitas vezes, apenas com a redução da massa corpórea é possível reverter o quadro de disfunção hormonal e normalizar o ciclo menstrual ? ressalta Angela.

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