Pai de Michael Jackson explica conspiração para a morte do filho

Joe Jackson lançou um livro em Florianópolis em que conta sua suposição sobre o caso

Foto: Caio Marcelo

O polêmico Joe Jackson, pai do ídolo pop Michael Jackson, esteve em Florianópolis, sábado, para lançar seu livro e disse que o próprio filho falou que iria ser morto.

Quando se pensava que tudo já havia sido dito sobre a morte de Michael Jackson, em 25 de junho do ano passado, Joe Jackson, 82 anos, pai de Michael, lança o livro O que Realmente Aconteceu com Michael Jackson (Mundo Editorial, 336 páginas, R$ 43,90). Joe faz denúncias de conspiração e racismo e culpa a indústria do entretenimento pela morte do filho.

A obra não foi escrita por ele, mas pelo promotor musical Leonard Rowe, 59 anos, com quem trabalhou em 1979, no começo dos Jackson Five.

Muito show para pouco Michael

Rowe foi chamado por Michael para tentar diminuir o número de shows da turnê This Is It, em 2009, que era de 10 e passou para 50. O cantor não conseguiu cumprir o acordo. Morreu por overdose de anestésicos.

Três questões inconvenientes

1) Conrad Murray, médico particular de Michael, responsável pela dose fatal de anestésicos, não foi preso e já voltou a exercer a Medicina. De acordo com o autor, ele seria contratado pela produtora AEG, que administrava a carreira do cantor.

2) Joe Jackson não consta na lista de herdeiros do filho. Leonard Rowe justifica com a acusação de que o testamento de Michael é falso: As provas estão reunidas no livro.

3) Leonard Rowe garante que parte da renda obtida com a venda dos livros será revertida para a Fundação Jackson e para o financiamento das ações judiciais contra a conspiração. O restante irá para a família.

Entrevista com Joe Jackson

O que o leva a crer que seu filho tenha sido assassinado?

Joe Jackson: Eu acredito nisso porque ele disse. Duas ou três semanas antes, ele disse que seria morto.

Quem matou Michael Jackson?

Joe Jackson: Penso que agora seja a hora de buscar e encontrar a justiça. Precisamos de justiça. Mas tenho certeza de que as pessoas não sabem da conspiração. Eu apenas quero mostrar a verdade.

O senhor realmente batia nos seus filhos?

Joe Jackson: Eu estava sempre perto, sempre junto da família. Nós éramos unidos. Porém, às vezes, crianças fazem alguma coisa errada. E é normal que façam. Eles precisam fazer. Não era apenas com Michael. Todas as crianças precisam ter um rumo. Mas eu nunca fiz nada excessivo, nunca o machuquei nem fiz grandes pressões. Nunca.

Por que o senhor escolheu o Brasil para divulgar após os Estados Unidos?

Joe Jackson: O Brasil é o primeiro país que recebe a divulgação do livro porque nós queríamos começar aqui. Eu já estive aqui duas vezes, nos anos 70, conheci três ou quatro cidades. No Brasil há fãs apaixonados, fãs leais.

O que o senhor fará quando terminarem as viagens de divulgação do livro?

Joe Jackson: Vou voltar para o meu país e arrumar alguma coisa para fazer (risos). Pretendo propor ao presidente uma investigação federal para que se possa encontrar a verdade sobre a morte de Michael Jackson.

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