Pais e filhos desvendam uma das maiores lojas de brinquedos da Capital

Quase 4,7 mil opções de presentes, de R$ 1 a R$ 2.299, deixam consumidores indecisos

Giulia, 10 anos, que vai ganhar um skate, ainda tem dúvidas sobre Papai Noel
Giulia, 10 anos, que vai ganhar um skate, ainda tem dúvidas sobre Papai Noel Foto: Mauro Vieira

Endereço dos mais concorridos nos dias de comércio em ebulição que antecedem o Natal, uma loja de brinquedos pode ser, ao mesmo tempo, sonho e pesadelo de dois típicos personagens que povoam seus corredores de mãos dadas: deleite dos filhos, tormento dos pais. Em corredores congestionados por consumidores indecisos entre quase 4,7 mil opções de presentes, de R$ 1 a R$ 2.299, Zero Hora conversou com quem encarou o desafio das compras de última hora em uma das maiores casas do ramo na Capital.

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Luísa, proprietária de um exército de 80 Barbies, depara-se com aquela que é, provavelmente, a mais difícil equação de seus primeiros cincos anos de vida: o que escolher? Muda de ideia a cada minuto, descartando uma paixão por outra, conforme desvenda os metros e metros de prateleiras da Lojas França, no Shopping Total. Quis um patinete, outra Barbie, uma guitarra ? acabou levando um cachorro de pelúcia.

? Esse aqui só late ? constata, divertido, o professor universitário Marcelo Cardoso, 45 anos, sobre a pouca habilidade do bicho em meio a bonecas multiuso, capazes de chorar, espirrar, escovar os dentes, fazer xixi no penico, pular no berço e caminhar.

Em nome de uma festa sem sobressaltos ? ano passado, a escolha do presente foi ainda mais tardia ?, o pai cometeu uma travessura: sem avisar a mulher, buscou a filha mais cedo na escola para que ela o ajudasse a escolher.

? Ela deixou um bilhete para o Papai Noel: queria uma guitarra ou o cachorro da Barbie. Bá, não conheço! Tentei dar uma investigada… A mãe nem sabe que ela está aqui ? conta Cardoso.

Perto dali, o estoquista Giovane Oliveira, 24 anos, orienta compradores. Apresenta um dos itens mais cobiçados: a última versão do clássico Banco Imobiliário, jogo que transforma cada participante em potencial comprador de imóveis e terrenos. Agora, vem com uma maquininha eletrônica de débito e crédito. Sucesso de vendas. Outra variante, também de boa saída, é o Banco Imobiliário Luxo.

? Esse aqui tem valores extravagantes! ? explica Giovane, escolhendo as palavras de acordo com a solenidade que o brinquedo demanda, apontando áreas avaliadas em até R$ 450 mil no tabuleiro.

“Para acreditar, tenho que ver ele voando”

Nem todos entram dispostos a gastar. Há quem se aventure apenas para passar o tempo. Depois do supermercado, Ema Drum Borges, 75 anos, cedeu aos apelos de dois de seus 14 bisnetos e enfrentou a pequena multidão ? só para olhar, bem entendido ? antes de retomar o rumo de casa. A balbúrdia não detém a nostalgia:

? Hoje tem TV, computador, DVD, videogame, tudo o que eles querem. Eu tinha só uma boneca de louça. Uma vez, ela caiu no chão e quebrou o pé. Fiz outro, de pano, e tapei com um sapato. Hoje, se quebra, eles botam fora.

Cuidando para não cair, Giulia, 10 anos, equilibra-se no skate que receberá, oficialmente, na noite do dia 24. E a entusiasta do esporte ainda acha que Papai Noel existe?

? Já não tem mais idade, né, filha? ? adianta-se a auxiliar de enfermagem Alessandra de Oliveira, 35 anos, surpresa com o que a filha fala quase simultaneamente.

? Mais ou menos. Umas pessoas dizem que sim, outras dizem que não. Eu não sei em quem confiar ? diz Giulia.

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