Palmilha irá regular a temperatura do pé automaticamente

Novidade poderá ser usada em qualquer sapato do tipo médio

Foto: Stock Photos

Uma “palmilha inteligente” capaz de regular a temperatura dos pés já está em fase de conclusão na Escola Politécnica (Poli) da USP.

? Em apenas um mês podemos construir um protótipo de laboratório ? garante o professor Francisco Javier Ramirez Fernandez, do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli.

Juntamente com o professor João Francisco Justo Filho, do mesmo departamento, Ramirez-Fernandez é um dos idealizadores do Sistema de Conforto Térmico Plantar. Segundo eles, a patente já foi depositada na Agência USP de Inovação e o próximo passo será o desenvolvimento do protótipo de laboratório.

Os pesquisadores já trabalham no projeto há cerca de um ano e o objetivo do sistema é regular de forma automática a temperatura de uma superfície em contato com o pé, proporcionando conforto térmico tanto em dias frios como quentes.

? O ideal é que a pessoa tenha uma sensação de conforto térmico nos pés ? diz Ramirez-Fernandez.

A palmilha será apropriada para climas extremos, como calor ou frio excessivo, podendo ser utilizada em qualquer sapato do tipo médio.

?  Imaginemos alguém que tenha de sair de um ambiente interno aquecido e posteriormente caminhar na neve, por exemplo. Ao invés de usar uma bota pesada, basta introduzir o sistema num sapato comum e caminhar. A ‘palmilha inteligente’ regulará a temperatura de forma a permitir não só a caminhada, como também evitar lesões provocadas pelo eventual esfriamento que acabam ocorrendo neste tipo de situação extrema ? descreve.

Dispositivo eletrônico

O Sistema de Conforto Térmico Plantar funciona por intermédio de pequenos dispositivos eletrônicos, conhecidos como células Peltier, instalados na palmilha. As células Peltier são pequenas placas quadradas, menores que uma caixa de fósforos. Cerca de três delas podem compor a “palmilha inteligente”.

?  Equipada com os dispositivos, a palmilha não terá mais do que 5 milímetros (mm) de espessura ?  garante o pesquisador.

Além disso, ele ressalta que a palmilha poderá se construída de material impermeável. Isso permitiria que ela fosse molhada, o que não alteraria seu funcionamento.


Sistema funciona por intermédio de dispositivos eletrônicos, conhecidos como células Peltier

A partir do contato do calçado com o solo, o sistema mede a temperatura exterior e controla automaticamente o fluxo de calor do pé para fora, ou vice-versa.

? O sistema que controla o funcionamento das células têm a capacidade de inverter a direção do fluxo de calor, por meio da mudança do sentido do fluxo da corrente de ativação das células Peltier.

?  Se a temperatura do solo estiver fria, a inversão proporcionará a sensação de calor na região da planta do pé. E se a temperatura estiver quente no solo, ocorrerá o contrário ? explica Ramirez-Fernandez.

O professor estima que o produto poderá ser utilizado principalmente no mercado externo, em países que tenham situações extremas de temperatura.

? Mesmo aqui no Brasil, pessoas mais idosas sofrem muito com o nosso inverno, que nem chega a ser tão rigoroso como em países do hemisfério Norte ? avalia. ? Acreditamos que a inovação será importante para estas pessoas, afinal, a expectativa de vida do brasileiro está ficando cada vez maior. O pesquisador lembra que bebês também estão mais sujeitos a sofrer com temperaturas extremas nos pés. Segundo ele, é perfeitamente possível que a tecnologia seja adaptada para os pequenos.

Ramirez-Fernandez informa que o projeto aguarda agora por indústrias que se interessem pela tecnologia e comercialização do produto. A partir daí, ele estima que em menos de um ano uma empresa poderia ter esse produto final pronto para ser utilizado. Nos laboratórios da Poli, o professor acredita que o protótipo deverá custar a partir de R$ 100 para ser elaborado na versão mais simples.

que o produto poderá ser utilizado principalmente no mercado externo, em países que tenham situações extremas de temperatura.

? Mesmo aqui no Brasil, pessoas mais idosas sofrem muito com o nosso inverno, que nem chega a ser tão rigoroso como em países do hemisfério Norte ? avalia. ? Acreditamos que a inovação será importante para estas pessoas, afinal, a expectativa de vida do brasileiro está ficando cada vez maior. O pesquisador lembra que bebês também estão mais sujeitos a sofrer com temperaturas extremas nos pés. Segundo ele, é perfeitamente possível que a tecnologia seja adaptada para os pequenos.

Ramirez-Fernandez informa que o projeto aguarda agora por indústrias que se interessem pela tecnologia e comercialização do produto. A partir daí, ele estima que em menos de um ano uma empresa poderia ter esse produto final pronto para ser utilizado. Nos laboratórios da Poli, o professor acredita que o protótipo deverá custar a partir de R$ 100 para ser elaborado na versão mais simples.

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