Para 76% das mulheres da Capital, a pílula ideal é a que não afeta a libido e não engorda

Pesquisa foi realizada em Porto Alegre com 100 mulheres entre 15 a 45 anos

Uma em cada quatro mulheres considera que o uso do contraceptivo também poderia aumentar a auto-estima
Uma em cada quatro mulheres considera que o uso do contraceptivo também poderia aumentar a auto-estima Foto: Stock Photos

Uma pesquisa realizada pela Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) em parceria com a Janssen-Cilag Farmacêutica com 100 mulheres de Porto Alegre (RS), entre 15 e 45 anos, revela que para 37% das entrevistadas, a pílula anticoncepcional melhora a vida sexual como um todo. O resultado faz parte da segunda fase do projeto R.O.S.A. (Resultados e Opiniões sobre Saúde e Anticoncepcional). No total, a pesquisa ouviu 500 pessoas em todo o Brasil.  

De acordo com a pesquisa, para 76% das entrevistadas, a pílula ideal é aquela que não interfere de forma negativa na aparência (ou seja, não engorda), traz benefícios adicionais (como melhora da aparência do cabelo e da pele) e ainda tem o potencial de manter a libido.

— As pílulas que podem atender essa expectativa são as de ação anti-androgênica moderada, que equilibram a ação da testosterona sem interferir negativamente na libido — explica Maria Celeste Wender, Ginecologista e Professora Adjunta de Ginecologia Faculdade de Medicina Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Nas pílulas combinadas, o progestagênio (tipo de progesterona) é o componente que dá eficácia contraceptiva e os benefícios extra-contraceptivos. A escolha adequada do progestagênio na composição da pílula poderá agir contra ou a favor da sexualidade. Segundo a especialista, o progestagênio clormadinona dá à pílula a propriedade de ação anti-androgênica moderada que age de duas formas.

Primeiro impedindo que o hormônio masculino — testosterona — aumente a produção de oleosidade, deixando pele e cabelos menos oleosos. Por outro lado, a ação moderada vai garantir a atuação desse hormônio no organismo, favorecendo a manutenção da libido.

Prevenção e sexo

Para Wender, a importância que a vida sexual passou a ter na vida das mulheres pede um contraceptivo que garanta prevenção da gravidez e, ao mesmo tempo, uma sexualidade prazerosa.

— Nós, médicos, sempre tivemos a preocupação de oferecer às pacientes uma pílula que trouxesse mais benefícios do que apenas evitar a gravidez, como não diminuir o seu desejo sexual, mas antes não havia opções viáveis — afirma.

Auto-estima

A pesquisa mostrou também que 28% das mulheres entrevistadas acham que o uso da pílula aumenta a auto-estima e 32% acreditam que melhora o humor.

— Ao sentir-se segura de que não terá uma gravidez indesejada usando uma pílula que não afeta a sua estética, como a oleosidade da pele ou ganho de peso, a sua auto-estima e humor podem ter um aumento significativo — lembra a especialista.

Mais alguns dados da Pesquisa Febrasgo/Janssen-Cilag:

O que pensam as mulheres entrevistadas na capital gaúcha?
:: 89% não pretendem parar de usar anticoncepcional
:: 73% afirmaram não ter intenção de mudar de método contraceptivo
:: 75% delas afirmaram ouvir mais comentários positivos do que negativos sobre o anticoncepcional

Onde elas buscam informação?
:: 61% das entrevistadas se informam sobre o método com o médico
:: 19% pela internet
:: 8% com amigas

Falando em pílula…
:: 37% delas dizem que a vida sexual como um todo fica melhor com o uso da pílula
:: 26% afirmam que melhora a frequência das relações sexuais

Quando o assunto é libido, as porto-alegrenses entrevistadas…
:: 18% acham que a pílula aumenta a vontade de ter relação sexual
:: 74% acham que a pílula não interfere na libido

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