Passe Livre: filme fala sobre a difícil arte da infidelidade

Leia a crítica do filme e o que pensam os internautas de Donna sobre o assunto

"Passe Livre" apresenta dois quarentões casados que ganham das respectivas mulheres uma semana de alforria do casamento
"Passe Livre" apresenta dois quarentões casados que ganham das respectivas mulheres uma semana de alforria do casamento Foto: Divulgação

Os irmãos Bobby e Peter Farrelly ficaram famosos por causa de comédias cheias de piadas grosseiras e escatológicas como Debi & Loide (1994) e Quem Vai Ficar com Mary? (1998). Pois a dupla de diretores amadureceu, e suas comédias agora não miram apenas na molecada. Em Passe Livre (2011), o alvo é o público adulto, que pode se identificar com as agruras de dois casais de quase quarentões em plena crise conjugal.

O filme é protagonizado por Owen Wilson, de Penetras Bom de Bico (2005), e Jason Sudeikis ? integrante do humorístico televisivo Saturday Night Live que tenta decolar no cinema. A dupla encarna os amigos Rick e Fred, que ganham alforria provisória de suas mulheres ? interpretadas por Jenna Fischer, a recepcionista queridinha do seriado The Office, e Christina Applegate, da série Samantha Who?.

A ideia de Maggie e Grace é deixar os maridos livres por uma semana a fim de provar que eles são incapazes de se virar sozinhos ? mais ainda: que são incompetentes até mesmo para traí-las. Rick e Fred recebem então o alvará de soltura do casamento como uma bênção ? mas os parceiros estão fora do mercado há tanto tempo que a vida de solteiro não será mesmo a mamata que ambos sonhavam. Ao mesmo tempo, a temporada longe de casa também começa a dar ideias extraconjugais para Maggie e Grace.

Além do bom entrosamento do elenco principal, Passe Livre ainda tira partido de um bom time de coadjuvantes ? que inclui o ótimo ator Richard Jenkins, de O Visitante (2007), e a deliciosa e loira australiana Nicky Whelan, tentação que surge no caminho de Rick. Os manos Farrelly continuam fazendo piadas de mau gosto e nojentas ? mas o tom menos histriônico e o roteiro mais adulto deixam Passe Livre mais próximo de Woody Allen do que de Vovó… Zona. Pena que o filme assuma um tom moralista e convencional na parte final, domesticando bastante o cinismo e a bagunça divertida que a comédia sustenta bem até a metade.

Vale a pena dar um “passe livre”ao parceiro?

No início da semana, os internautas do Donna Online deixaram depoimentos sobre o tema do filme. Acesse o mural no site para deixar seu pitaco também.

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