Passeio de escuna ajuda a conhecer São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina

Em um dia em dá para visitar uma igreja de 311 anos e absorver lendas e histórias

Cidade é a terceira mais antiga do Brasil
Cidade é a terceira mais antiga do Brasil Foto: Charles Guerra

O marinheiro do Maraike avisa:

? A Ilha das Claras, à esquerda, já foi um cemitério. Mas de gente viva.

Após uma pausa, vendo os passa­geiros olharem para a ilha e prestarem atenção à história, ele continua:

? Leprosos e negros velhos eram levados até ela. Ficavam até morrer.

Costuma ser assim um passeio por São Francisco do Sul, ou São Chico, no Litoral Norte de Santa Catarina, a terceira povoação mais antiga do Brasil. Ela foi descoberta em 1.504 por um francês que tentava alcançar as Índias, mas se perdeu.

É um lugar onde a história e as lendas surgem a qualquer momento, seja dentro da escuna ou conversando com os nativos centro histórico afora. Tudo diante das lindas casas coloridas debruçadas sobre a Baía da Babitonga.

Antes de o marinheiro Ben-Hur, 28 anos, atracar no porto, duas horas depois de zarpar, alguns passageiros já haviam pulado da escuna e chegado à Ilha das Flores. Tudo permitido.

O passeio continua, agora a pé.

Dá para comprar um personagem do boi de mamão na feira de artesanato, passar pela Igreja Nossa Senhora das Graças, que começou a ser construída em 1699, visitar o Mercado Público, de 1.900, ou simplesmente admirar o casario histórico.

Dá, também, para conversar com José Raimundo, 50 anos, um dos artesãos da cidade.

? Aqui é terra do Cabecinha. Há uns 300 anos, ele decapitava as mulheres que traíam seus maridos ? tenta assustar o artesão, fazendo jus à cultura açoriana de São Francisco.

O Museu Nacional do Mar, nos grandes armazéns da antiga empresa Hoepcke, é imperdível. Dentro, uma visita à história da relação do homem com o mar. Na medida em que o visitante vai percorrendo o espaço, vê miniaturas de barcos a baleeiras. Um deles transporta bruxas em viagem bruxólica.

Tudo isso pode ser visto no centro histórico. Do outro lado da ilha ? aliás, uma península depois de 1.935, quando um aterro ligou o continente à parte insular ? ainda tem praias belíssimas. Se quiser agito, vá à Prainha; se quiser espaço, vá à Praia Grande; se quiser tudo isso e mais, vá a São Chico.

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