Perda capilar em mulheres pode estar associada a fatores emocionais

Apoio especializado precoce minimiza o problema

As mudanças no perfil feminino ocorridas nas últimas décadas, fizeram com elas ficassem mais susceptíveis e expostas a esse quadro
As mudanças no perfil feminino ocorridas nas últimas décadas, fizeram com elas ficassem mais susceptíveis e expostas a esse quadro Foto: Ricardo Duarte

A perda capilar acentuada em mulheres é uma realidade nos consultórios especializados e preocupam os profissionais da área. Especialmente porque há estudos que comprovam que o estilo de vida das pacientes é um dos fatores desencadeador do problema. Segundo Ademir Júnior, dermatologista especialista em tricologia (medicina capilar), as mudanças no perfil feminino ocorridas nas últimas décadas, fizeram com elas ficassem mais susceptíveis e expostas a esse quadro. 

? Hoje sabemos que fatores como alimentação inadequada, sono insuficiente, excesso de trabalho, estresses, poluição e imposições estéticas (estar sempre magra, com a pele linda e jovial), contribuem para a queda de cabelo e agravam as quedas geneticamente determinadas ? destaca.

Por conta dos diversos diagnósticos que podem ser realizados frente às quedas de cabelo femininas, o que vem preocupando mais nos últimos tempos, além do número crescente de mulheres apresentando o problema, são as questões relacionadas ao impacto emocional da queda capilar na paciente. 

? Muitas são as queixas emocionais apresentadas nas consultas, normalmente elas mostram-se desconfortáveis, reclamam de perda de sua identidade feminina, se envergonham com o problema e relatam que não querem conversar sobre o assunto com amigos ou pessoas próximas. Tentam esconder o problema a qualquer custo, sentem-se inseguras e isoladas ? ressalta.

Em virtude disto, mais do que apenas tratar a causa e os sinais clínicos da queda capilar, é importante que o profissional fique atento ao estado emocional destas pacientes. E elabore estratégias que tragam conforto e tranquilidade, para que elas possam seguir seus tratamentos sem ansiedade e menos angustiadas frente ao problema.

Segundo o dermatologista, em alguns casos, as pacientes chegam chorando no consultório por causa do receio de ficarem carecas e das consequências estéticas que podem ocorrer. Ele alerta, no entanto, que elas precisam entender que o processo de recuperação depende de uma boa estratégia de tratamento, que precisa ser traçada e seguida com disciplina. 

? Como médico, sou obrigado a manter a tranquilidade e evitar gerar mais ansiedade na paciente para que o tratamento transcorra da melhor forma possível. E para que a evolução possa ser positiva e dentro dos limites daquilo que o problema determina e que o corpo permite ? destaca. Além disso, ele lembra que apesar de serem doenças mais difíceis de serem tratadas podem exigir mais tempo de tratamento e, eventualmente, uma recuperação não tão significativa dos cabelos, na maioria dos casos, é possível atingir uma evolução mais rápida e a recuperação total dos fios. 

? Mas uma coisa tem que ficar clara. Até para que possamos ter um diagnóstico rápido do problema e interceder mais rapidamente evitando todo o desconforto e impacto emocional, quanto antes o problema da queda capilar for identificado e tratado, melhor é o resultado ? aconselha.

Segundo Ademir, a dica para as mulheres é que sempre que houver a suspeita da diminuição da quantidade e qualidade dos fios e queda capilar excessiva, a paciente procure um médico, que possa definir um tratamento rápido para o problema, evitando casos mais graves e facilitando uma rápida recuperação.

Leia mais
Comente

Hot no Donna