Perfil: no ar, Carolina Bahia

Repórter de ZH desde 1997, Carolina Bahia agora também assume análise política no JA

Das lavouras de soja aos corredores do Senado. De Porto Alegre a Brasília. Do jornal ao rádio e à TV. Este é o caminho traçado pela jornalista Carolina Bahia. Mas não necessariamente nessa ordem, já que a porto-alegrense será, agora, um misto disso tudo.

Desde a última terça-feira, ela ocupa o espaço que era de Ana Amélia Lemos e brinda as três mídias com comentários no Jornal do Almoço, apresentação do Gaúcha Atualidade e a coluna Brasília em Zero Hora, além de fazer participações também na CBN Diário, de Florianópolis, e no Canal Rural.

– Não tive nem tempo de ficar nervosa, mas é uma grande responsabilidade substituir Ana Amélia – diz a jornalista, de 38 anos.

Com a saída de Ana Amélia do Grupo RBS para se candidatar ao Senado, Carol, como é chamada pelos colegas de redação, fará análises políticas, não deixando de lado sua vida de repórter, que estará marcada pela coluna diária. Formada na PUCRS em 1992 e repórter de ZH desde 1997, Carolina destacou-se com uma série de reportagens sobre o uso ilegal de soja transgênica contrabandeada da Argentina, publicadas no caderno Campo & Lavoura, tornando-se referência em assuntos relativos a agronegócio.

– Fiz estágio na Fundação de Economia e Estatística sem nunca ter visto um pé de soja na vida e me surpreendi. Tomei gosto pelo assunto – conta ela.

Colega de Carolina, Klécio Santos, editor-chefe do Grupo RBS em Brasília, conta que os dois chegaram praticamente juntos à Capital Federal, além de também estarem unidos pela relação que têm com Pelotas, cidade que serviu de cenário para festas familiares em que eles se cruzaram. Klécio é um entusiasmado pelo trabalho da colega:

– Dá gosto de ver a Carol trabalhar. Para traduzir o significado e a repercussão de cada decisão política ou movimento do mercado, ela recorre a inúmeras fontes. Cada informação dela vem com certificado de qualidade.

Filha mais velha de Antônio Bahia, representante comercial, e Ana Odete Bahia, dona de casa, Carolina optou pelo jornalismo no Segundo Grau. Com o diploma na mão – única jornalista da família – e mais intimidade com as lavouras, Carol passou pela agência de notícias Safras & Mercado, pelos jornais O Interior e Jornal do Comércio e pela Revista Granja até chegar a ZH, em 1997. Três anos mais tarde, trocou Porto Alegre por Brasília para integrar a sucursal multimídia da RBS e se apaixonou pela cidade:

– Adoro o clima de Brasília. Não faz tanto frio como em Porto Alegre. Além disso, meu filho (João Marcelo, três anos) nasceu aqui – conta.

Quem é esta guria

::: Carolina Correa Lins Bahia
::: 38 anos
::: Música – Chega de Saudade (João Gilberto)
::: Livro – O Mundo é Plano (Thomas Friedman)
::: Filme – Pulp Fiction
::: Lugar que gosta na cidade – Em Porto Alegre? As ruas de Petrópolis
::: Uma mulher bonita – Luiza Brunet
::: Um homem bonito – Gerard Butler
::: Qualidade – Perseverança
::: Defeito – Impaciência

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