Pesquisa aponta opinião sobre aborto em quatro países da América Latina

Oito entre cada dez mulheres de Brasil, Chile, México e Nicarágua acreditam que o aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública

Brasil registrou uma taxa de aprovação de 72% dos sondados quanto à legalização do aborto
Brasil registrou uma taxa de aprovação de 72% dos sondados quanto à legalização do aborto Foto: Ricardo Chaves

Dados de uma pesquisa revelada esta semana apontam que oito entre cada dez mulheres de Brasil, Chile, México e Nicarágua acreditam que o aborto é um problema grave e deveria ser tratado como um assunto de saúde pública em seus respectivos países. A “1° Pesquisa de Opinião sobre aborto em quatro países da América Latina”, da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso), foi realizada durante 2009, e levou em conta a opinião de mulheres maiores de 18 anos, residentes de zonas urbanas e rurais.

Os resultados obtidos no levantamento mostraram resultados semelhantes nas populações dos vários países sondados. Na Nicarágua, por exemplo, 87,1% das pessoas consultadas consideram o aborto um problema grave. Tem o mesmo julgamento 86,8% da população do Chile; 82,1% do Brasil; e 73,8% do México.

A respeito do questionamento sobre o aborto ser considerado uma questão de saúde pública, 94,4% dos entrevistados concordaram com essa alternativa no Chile, sendo que a mesma porcentagem foi registrada na Nicarágua. A cifra, porém, diminui no Brasil (87,8%) e no México (82,1%).

Sobre a decisão de legalizar o aborto, o Brasil registrou uma alta taxa de aprovação, com 72% dos sondados, considerando que tal decisão deve ser submetida a uma votação popular. O mesmo número foi obtido na Nicarágua; enquanto o Chile registrou 61% de aprovação; e o México, um dos países com maior número de católicos no mundo, 57,7%. Além disso, 83% das pessoas disseram acreditar que não existe um tratamento digno das mulheres que abortam no Brasil, contra 87,7% no Chile, 77,7% no México e 74,1% na Nicarágua.

A sondagem foi feita pessoalmente com os entrevistados, e tem um nível de confiança de 95%, nos quatro países onde foi realizada.

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