Pesquisa mostra como está a vida sexual do brasileiro

Ministério da Saúde analisou o comportamento da população

Pesquisa indica que número de aumento de mamas já supera o de lipoaspirações
Pesquisa indica que número de aumento de mamas já supera o de lipoaspirações Foto: Divulgação/clicRBS

O governo federal colocou à mostra ontem o que os brasileiros estão fazendo entre quatro paredes. O desnudamento emergiu de uma ampla pesquisa sobre o comportamento sexual da população, realizada pelo Ministério da Saúde. O trabalho, fruto de 8 mil entrevistas em todas as regiões e estratos sociais, revela que o sexo casual se multiplicou nos últimos quatro anos, as relações acontecem cada vez mais cedo, o uso de preservativos caiu, a traição está longe de ser uma raridade e muitos casais simplesmente não transam.

O maior levantamento já produzido sobre a sexualidade do brasileiro foi encomendado para ajudar na definição das ações do ministério contra as doenças sexualmente transmissíveis. Entre setembro e outubro passados, pesquisadores percorreram o país para aplicar os questionários entre homens e mulheres.

– Uma coisa nova, que surge, é a internet como espaço de encontro, o que vai exigir do governo novas estratégias e abordagens para lidar com essa realidade – comentou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Segundo o levantamento, 7,3% dos brasileiros praticaram sexo nos 12 meses anteriores à pesquisa com pelo menos uma pessoa que conheceram por meio da internet. Na faixa dos 15 aos 24 anos, o índice é de 10,5%.

Para a psicóloga e terapeuta sexual Izabel Eilert, uma série de dados da pesquisa – como o aumento do sexo casual e a infidelidade – deixam entrever uma tendência: a dos relacionamentos cada vez mais descartáveis:

– Não tem comprometimento emocional nas relações. Existe envolvimento físico, mas não intimidade. As pessoas não criam vínculos. Não trocam emoções, só secreções.

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