Pesquisa revela que 65% das crianças carregam coliformes fecais nas mãos

A prevenção é fundamental no combate a germes e bactérias

Falta de hábito de lavar as mãos ou a lavagem não adequada possibilita a disseminação de germes
Falta de hábito de lavar as mãos ou a lavagem não adequada possibilita a disseminação de germes Foto: Daniel Conzi

Estudos realizados por Lifebuoy mostram que 84% das mães afirmam lavar as mãos com sabonete após ir ao banheiro; no entanto, 65% das crianças brasileiras têm nas mãos coliformes fecais, que causam diarreias, cólicas intestinais e vômitos

De acordo com dados da UNICEF, de outubro de 2009, todos os anos as doenças diarreicas e infecções respiratórias agudas causam a morte de mais de 3,5 milhões de crianças menores de 5 anos no mundo. Boa parte dessas mortes poderia ser evitada com dois ingredientes simples: água e sabão.

 Contudo, a lavagem de mãos não é feita de maneira adequada e nem mesmo é um hábito de todos. No Brasil, duas pesquisas realizadas pela marca de sabonetes Lifebuoy mostram que apesar da maioria das mães (84%) dizerem lavar as mãos com sabonete após ir ao banheiro, 65% das crianças apresentam coliformes fecais em suas mãos.

Entre as bactérias encontradas estão Enterococcus e Escherichia Coli, relacionadas a doenças gastrointestinais. Esse percentual é maior em crianças de classes sociais mais baixas – coliformes fecais foram encontrados nas mãos de 77% das crianças da classe D; 71%, da classe C e 53%, da classe AB.

– Há uma diferença entre o comportamento alegado e o hábito de fato. A maioria das pessoas diz que lavam as mãos, no entanto, quando checado, é possível observar que não é verdade – diz Myriam Sidibe, gerente global da missão social de Lifebuoy.

– Transportamos em nossas mãos milhões de micróbios, em sua grande maioria, inofensivos. Entretanto, outros podem causar doenças como o resfriado comum, gripe, diarreia, hepatite e alguns tipos de meningite. A falta de hábito de lavar as mãos ou a lavagem não adequada pode possibilitar a disseminação de germes, transmitindo-os a outras pessoas pelo toque direto ou de objetos, a contaminação própria pelo toque nos olhos, no nariz, na boca ou um ferimento – esclarece Robert Aunger, especialista em Saúde Pública da Faculdade de Higiene & Medicina Tropical de Londres.

A prevenção é fundamental no combate a germes e bactérias.  

As duas pesquisas realizadas este ano tiveram como objetivo mapear o comportamento de mães de crianças entre 4 e 12 anos em relação a seus hábitos e de seus filhos e verificar a presença de bactérias causadoras de doenças nas mãos de crianças. Os dois estudos foram conduzidos pela Ibope Inteligência.

Mães: elas dizem lavar, acham que nem todos lavam e seus filhos nem sempre lavam

Há uma lacuna entre o que a maioria das mães brasileiras acredita, faz, garante que seu filho faça e pensa que o outro faz: 84% das entrevistadas concordam que todos deveriam lavar as mãos com sabonete antes de comer, embora 76% digam o fazer de fato e apenas 36% achem que os brasileiros têm este hábito. Apesar de a grande maioria, 84% delas, afirmar lavar suas próprias mãos com sabonete após ir ao banheiro, apenas 25% responderam que asseguram que seus filhos lavem as mãos com sabonete após ir ao banheiro.

As mulheres das regiões Norte e Nordeste – partes do país responsáveis por 50% do total de casos de mortalidade infantil, inclusive decorrente de falta de saneamento básico e higiene – foram as mais contundentes em afirmar não se importar em checar se seus filhos lavam as mãos com sabonete após usar o banheiro.

A pesquisa “Hábitos de Lavagem de Mãos no Brasil” ouviu 277 mulheres de todas as classes sociais (A B, C e DE) e regiões do país, todas as mães de crianças entre 4 e 12 anos. 

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