Pesquisa revela que sexo não protege o coração nem é ameaça para os cardíacos

Estudo monitorou a atividade cardíaca de homens e mulheres enquanto caminhavam e durante uma relação sexual

Escovação deve ser feita com auxílio ou supervisão dos pais até por volta dos sete ou oito anos de idade
Escovação deve ser feita com auxílio ou supervisão dos pais até por volta dos sete ou oito anos de idade Foto: Divulgação

O sexo é um exercício físico que nos mantem saudáveis ou é uma ameaça para os portadores de doenças cardiovasculares? Este foi o questionamento proposto por uma pesquisa publicada no boletim Men’s Health Watch da Universidade de Harvard. O resultado foi bom por um lado e ruim por outro: o sexo não oferece grande risco para quem tem problemas no coração, mas também não é considerado uma atividade que protege o sistema cardíaco.

Os estudiosos monitoraram a atividade cardíaca de homens e mulheres de meia-idade enquanto caminhavam em uma esteira em laboratório e durante a atividade sexual em suas casas. A pesquisa revelou que os dois exercícios não são iguais: a esteira provou ser mais extenuante e cansar mais.

Durante a relação sexual, os homens tiveram um aumento da frequência cardíaca de apenas 72% em relação ao exercício na esteira. O sexo foi considerado ainda “menos árduo” para as mulheres em termos também de pressão arterial e esforço. Em função dos resultados, a relação sexual foi classificada como uma atividade física de intensidade leve a moderada.

Além disso, o estudo mostra que menos de 1 em cada 100 ataques cardíacos estão relacionado à atividade sexual. Em relação a arritmias fatais, a taxa é de apenas 1 em 200. Assim, para um homem saudável de 50 anos, o risco de ter um ataque cardíaco em um momento qualquer é de 1 em 1 milhão. O sexo duplica o risco, que ainda é baixo: de 2 em 1 milhão.

Já para os homens com doenças cardíacas, o risco é 10 vezes maior, ou seja, mesmo para estes, a possibilidade é de apenas 20 em 1 milhão, ou seja, uma chance “segura”, segundo os especialistas.

A melhor maneira de proteger o coração é evitar o cigarro, praticar exercícios regularmente, manter uma dieta saudável, evitar a obesidade e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas. A recomendação dos médicos para que sexo seja seguro para o coração é não começar uma relação sexual se não estiver se sentindo bem e, se sentir algum sintoma relacionado a problemas cardíacos durante a atividade, é melhor interrompê-la.

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