Plano de construção de resort para fãs de loiras gera polêmica

Ideia é da empresa Olialia, da Lituânia, no Leste Europeu

Empresa lituana Olialia planeja empregar apenas loiras no resort
Empresa lituana Olialia planeja empregar apenas loiras no resort Foto: Reprodução olialia.lt

Uma ilha, praias paradisíacas – e loiras, muitas loiras por todo lado. Com essa “receita de sucesso”, a empresa Olialia, da Lituânia, no Leste Europeu, pretende construir um resort no arquipélago das Maldivas, no Oceano Índico – mas a ideia já virou alvo de duras críticas, por, entre outras razões, reforçar estereótipos.

Pelos planos da Olialia, todos os funcionários do hotel, a ser inaugurado em 2015, seriam mulheres loiras. Não só isso: os aviões que levariam os turistas à ilha também teriam somente loiras entre sua tripulação, da comandante às comissárias de bordo. Na verdade, a empresa, que atua em 75 áreas, de alimentação a programas de computador, passando por música pop, já emprega hoje apenas loiras, incluindo sua presidente, Giedre Pukiene. Apesar das evidências em contrário, ela afirma que a Olialia não discrimina ninguém ao contratar funcionários, não importando o gênero, raça, etnia ou cor do cabelo.

– Mas descobrimos que, quando mulheres de cabelos escuros trabalham aqui, elas ficam cercadas por todas essas belas loiras, então acabam tingindo o cabelo de loiro também – afirma Giedre.

Críticos afirmam que a estratégia de marketing da Olialia seria sexista e que o abuso do clichê de loiras sensuais para vender produtos confirma estereótipos negativos. A publicidade dos produtos da companhia sempre mostra loiras sensuais, em roupas justas e de salto alto.

– É claro que eles não estão vendendo a ideia de que loiras são inteligentes. Estão, isso sim, transmitindo a ideia de que loiras são sexies, pois sexo vende – diz a jornalista (morena) Sanita Jemberga, da Letônia.

Para transformar seu projeto em realidade, a empresa também terá de driblar a legislação das Maldivas. Pelas leis do país, os resorts precisam contratar pelo menos 50% de funcionários locais – e as maldívias, que lembram as indianas, têm cabelo castanho ou preto.

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