Polêmica lei de saúde sexual é regulamentada no Uruguai

Legislação nova prevê atendimento especializado para casos de estupro

O veredicto sobre o caso extramarital de Sakineh chama a atenção do mundo todo
O veredicto sobre o caso extramarital de Sakineh chama a atenção do mundo todo Foto: Divulgação

O governo do Uruguai aprovou hoje uma Lei de Defesa da Saúde Sexual e Reprodutiva, que obriga hospitais e clínicas particulares a oferecerem opções de métodos anticoncepcionais e atendimento especializado para casos de estupro e gravidez indesejada, cujo capítulo sobre legalização do aborto foi vetado pelo presidente anterior, Tabaré Vázquez.
  
O diretor de Programação Estratégica do Ministério da Saúde Pública, Leonel Briozzo, afirmou ao Montevideo Portal que o Uruguai é o “único país do mundo onde o aborto é ilegal, mas é oferecido atendimento médico sobre o assunto”.
  
A norma prevê que “todos os prestadores de serviços de saúde, públicos e privados, tem a obrigação de oferecer serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva para mulheres e homens, sobre todos os assuntos, desde a anticoncepción até a violência e o controle de gravidez, até o atendimento nos casos de gravidez não desejada”.
  
Briozzo explicou que este tipo de assessoramento pretende “ajudar a mulher a tomar a melhor decisão” e, caso decida interromper a gravidez, “que isto seja realizado com o menor risco possível”.
  
O ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010) vetou em 2008 um capítulo desta lei que legalizava o aborto, em casos de estupros, doença ou risco de vida para a mãe.

Leia mais
Comente

Hot no Donna