Polícia revista consultório do médico pessoal de Michael Jackson

Conrad Murray disse que não administrou nenhum narcótico ou outros remédios que pudessem ter causado a morte do cantor

Rachel quer servir de exemplo para os jovens
Rachel quer servir de exemplo para os jovens Foto: Divulgação

Agentes do Departamento Antidrogas (DEA) e detetives da Polícia de Los Angeles revistaram nesta quarta-feira o consultório de Conrad Murray, o médico pessoal de Michael Jackson e que esteve presente no momento da morte do artista.

As autoridades disseram ao canal ABC que a operação foi realizada na cidade de Houston (Texas), por volta das 10h20min (12h20 minde Brasília) e participaram 15 veículos, com mais de 20 agentes da DEA, assim como policiais de Los Angeles e Houston.

O consultório de Murray fica na Rua Montgomery, dentro da clínica Armstrong, cujo proprietário é um médico que perdeu a licença em 2005 por receitar a seus pacientes mais remédios que o necessário, segundo as autoridades.

A ordem de revista foi obtida pela DEA e pela Polícia de Los Angeles por causa dos resultados preliminares obtidos após a autópsia a Michael, que mostraram que a causa da morte poderia estar relacionada ao uso do Propofol, um potente anestésico geralmente usado em cirurgias. Este sedativo foi encontrado pelas autoridades na residência alugada do cantor.

Um dos mais graves efeitos colaterais do Propofol ? remédio só disponível para médicos e administrado por via intravenosa ? é que pode provocar parada cardíaca se for administrado em combinação com certos analgésicos, mas poderia chegar a causar esse efeito sozinho, caso a dose fosse exagerada.

Segundo vários meios de comunicação americanos, existem “sérios indícios” que identificam o médico como a pessoa que administrava este anestésico a Michael. Murray, de 51 anos, descobriu o cantor inconsciente em sua residência alugada em Holmby Hills na manhã de 25 de junho, e fez reanimação cardiopulmonar até a chegada da ambulância.

Através de seu advogado, Edward Chernoff, Murray disse que não administrou nenhum narcótico ou outros remédios que pudessem ter causado a morte de Michael. Chernoff publicou um comunicado através do site de sua empresa no qual explicava que os investigadores do condado de Los Angeles tinham solicitado ter acesso a documentos médicos adicionais de Murray.

“O juiz de instrução quer esclarecer a causa da morte e nós compartilhamos esse objetivo”, disse Chernoff. “Com base na descrição minuto a minuto e ponto a ponto dos últimos dias de Michael Jackson a cargo do doutor Murray, ele não deveria ser um alvo criminal”, concluiu.

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