Privação de sono afeta 78 genes

Funções cognitivas como atenção e memória são prejudicadas

Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson, foi identificado hoje como objeto da investigação policial
Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson, foi identificado hoje como objeto da investigação policial Foto: Thomas Nguyen, EFE

Pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) permitiu uma avaliação geral das alterações orgânicas que podem ser causadas pela privação de sono. No Instituto do Sono, ratos que ficaram 96 horas privados do sono REM mostraram alterações em 78 genes e, depois de 24 horas de descanso, 62% dos genes tiveram sua expressão normalizada.

O sono REM é a fase que ocorre, em humanos, predominantemente na segunda metade da noite e que cientistas acreditam estar relacionada às funções cognitivas como atenção e memória, entre outras funções. Segundo um dos autores da pesquisa, Camila Guindalini, o modelo utilizado trouxe informação sobre a reação dos animais, capacidade de atenção, modificações hormonais e dados neuroquímicos.

A extensão das modificações moleculares ocorridas no cérebro depois de quatro dias e quatro noites sem dormir possibilitou avaliar ainda, de acordo com Camila, as interações entre os diferentes genes. Depois de 96 horas de privação de sono REM, o animal pode demorar até 10 dias para recuperar as condições anteriores. A cientista diz que a alteração observada em 78 genes é menor do que a esperada, já que o genoma tem cerca de 25 mil genes.

Os genes alterados incluíam os relacionados a processos metabólicos, ritmo biológico (controle do período de sono e vigília), resposta a estímulos e regulação de proliferação celular.  A pesquisa foi publicada na revista Behavioural Brain Research.

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