Produto que promete alongar os cílios chega ao Brasil

Farmácias brasileiras já vendem o Latisse, mas medicamento exige uma série de cuidados e precauções

Os cílios de Juliana estão maiores, mais espessos e mais curvos
Os cílios de Juliana estão maiores, mais espessos e mais curvos Foto: nao se aplica

A servidora pública Juliana Torres Melo, 29 anos, cumpre todas as noites um ritual: como se estivesse usando um delineador, aplica uma substância na raiz dos cílios superiores. Ela adotou esse hábito há dois meses e, desde então, coleciona elogios dos colegas de trabalho. Os cílios de Juliana estão maiores, mais espessos e mais curvos.

? Estou usando o Latisse e adorando os resultados ? diz.

Diferentemente dos outros cosméticos, que atuam superficialmente nos pelos, o produto usado por Juliana é o primeiro tratamento aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proporcionar um verdadeiro crescimento dos cílios. O produto foi lançado nos Estados Unidos em 2008 e está disponível no Brasil desde março passado, quando recebeu o registro da agência.

O dermatologista Ricardo Fenelon, presidente da Sociedade Brasileira de Laser no Centro-Oeste e médico de Juliana, é um entusiasta do medicamento.

? Acompanhei testes com  voluntários e constatei os efeitos. Realmente, os cílios crescem e se tornam mais volumosos ? garante.

Já a aplicação do Latisse para minimizar falhas na  sobrancelha ainda é experimental, segundo a dermatologista Bárbara Garcia.

? A bula não prevê essa indicação. Mas os testes feitos por alguns médicos têm mostrado bons resultados.

Apesar da eficiência, o produto exige cuidados. O oftalmologista Juscelino Kubitschek de Oliveira, especialista em glaucoma, adverte que o uso do medicamento sem orientação médica pode causar uma série de efeitos colaterais.

? A substância responsável por esse alongamento dos cílios é a bimatoprosta ? um dos principais componentes usados para baixar a pressão intraocular e controlar o glaucoma ? esclarece.

Entre as principais reações do uso de colírios glaucomatosos estão vermelhidão ocular, lacrimejamento, náuseas, dor de cabeça e até falta de ar.

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