Programa intensivo de desintoxicação ajuda a emagrecer, e a melhorar pele e disposição física

Mudança de hábitos é o primeiro passo para a aquisição da boa forma

Para o organismo se acostumar à nova rotina alimentar, ele pode, sim, passar por um período em que pareça que o regime não funciona
Para o organismo se acostumar à nova rotina alimentar, ele pode, sim, passar por um período em que pareça que o regime não funciona Foto: Jefferson Botega

Muito se fala sobre a relação do que comemos com o bem-estar do nosso corpo, mas, na maioria dos casos, quem quer emagrecer faz uma dieta apenas voltada para a redução de calorias ingeridas e não se lembra de que a boa forma é consequência do bom funcionamento de todo o organismo. Isso inclui intestino, rins, vesícula, fígado, circulação sanguínea e linfática, órgãos e sistemas de eliminação de toxinas. Dar enfoque à capacidade de se livrar dessas substâncias, por meio de reeducação alimentar e tratamentos corporais, é o que propõe o programa Healthy Detox, desenvolvido pela nutricionista Patricia Davidson Haiat.

A Detox elimina as toxinas que foram acumuladas ao longo dos anos e dura um mês, sendo dividida em três etapas. A cada dez dias, dá-se destaque a um grupo de órgãos de eliminação. E a profissional usa alimentos para estimulá-los, como brócolis e chá verde, aliados nesse processo. Os efeitos são diversos. Além de emagrecer, os pacientes ficam com a pele mais bonita, recuperam a energia, o vigor físico, aumentam o rendimento em exercícios físicos e percebem a diminuição de manchas, celulite e da compulsão por alguns alimentos.

? Eu me sinto muito melhor, acordo mais bem disposta. Tinha dificuldade para dormir e passei a dormir muito bem. Minha pele melhorou e o intestino voltou a funcionar – conta a paciente Maria Luiza Neves, de 46 anos, que, além dos pouco mais de três quilos perdidos, aprendeu a comer melhor: – Eu achava que para emagrecer tinha que passar fome, mas o programa me ensinou a comer. Agora me preocupo em comer direito, a família inteira melhorou a alimentação.

Além do cardápio elaborado com as especificidades de cada paciente, a nutricionista entrega a eles fichas pequenas para levar no bolso e orientar a alimentação fora de casa. Os cuidados complementares envolvem sessões de drenagem linfática na clínica, auriculoteriapia (técnica chinesa que identifica pontos de pressão na orelha para estimular os órgãos de eliminação e cuidar das deficiências do paciente), escovação do corpo e da língua, para ativar a circulação e eliminar bactérias da boca que vão para o intestino, e banhos terapêuticos, que relaxam e estimulam a eliminação.

A manutenção é feita por meio de consultas mensais e, dependendo das necessidades de cada paciente, há indicação de que se repita todo o processo no mínimo uma vez por ano.

? O programa é SOS. Se o paciente adquirir novos hábitos alimentares, a tendência é de que ele precise repetir tudo muito menos. Acompanho as pessoas até ter certeza de que isso está muito incorporado em suas vidas. A ideia é que elas consigam incluir isso de maneira prática e rotineira – diz Patricia Haiat.

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