Psicóloga dá dicas para identificar a depressão pós-parto

Tratamento pode durar de semanas a meses, dependendo do caso

Dê preferência aos pães integrais, pois são fonte de energia e possuem fibras que auxiliam no melhor funcionamento do intestino
Dê preferência aos pães integrais, pois são fonte de energia e possuem fibras que auxiliam no melhor funcionamento do intestino Foto: Divulgação

Ter um filho pode ser um dos momentos mais felizes para a mulher. Ainda que a vida com um novo bebê seja excitante e recompensadora, às vezes também pode ser difícil e estressante. São várias mudanças físicas e emocionais na mulher quando ela está grávida e depois de ter o bebê. Essas mudanças, em alguns casos, podem deixar as mães tristes, ansiosas, confusas ou com medo.

Para muitas mulheres esses sentimentos vão embora rápido. Mas quando eles permanecem, ou ficam piores, a mulher pode ter depressão pós-parto, uma condição séria que requer tratamento.

Segundo a psicóloga Cynthia Boscovich, é importante diferenciarmos tristeza pós-parto de depressão. Ela aponta que grande parte das mulheres apresentam sintomas de tristeza após o parto, que podem também incluir outros sintomas como desânimo, angústia, mudança repentina de humor, irritabilidade, e alterações do sono.

Entretanto, tais sintomas muitas vezes são atribuídos a vários fatores, dentre eles a alterações hormonais (os hormônios estrógeno e progesterona que antes se encontravam em níveis elevados, caem drasticamente poucas horas após o parto), a mudança repentina de estilo de vida da mulher, pois o bebê requer muitos cuidados das quais ela não estava habituada a fazer, a mudança do ritmo de sono, pois o bebê geralmente acorda muito à noite para mamar, que podem deixá-la estressada, além da preocupação materna natural que este período de dependência absoluta do bebê requer.

Tais sintomas de tristeza pós parto, afirma a psicóloga, devem desaparecer naturalmente em até 15 dias após o nascimento do bebê, nestes casos, se sentir necessidade, uma conversa com profissional da área, podendo até ser o obstetra, pediatra ou profissional que a oriente nos cuidados com o bebê. Tal atitude pode deixar a paciente mais tranquila e segura, favorecendo o desaparecimento dos sintomas.

Se os sintomas persistirem por mais tempo (semanas ou meses) e se intensificarem, a especialista comenta que pode se tratar de um quadro de depressão pós-parto. É importante que a mulher perceba se estes sintomas interferem no seu dia-a-dia, no seu trabalho, na sua relação com as pessoas e até nos cuidados com o bebê. Procurar ajuda neste caso é fundamental.

Nos casos de depressão pós-parto existe um sofrimento muito intenso que persiste, com muita tristeza, angústia, ansiedade, dentre outros sintomas. Nos casos mais graves, a procura de um psicólogo que além da psicoterapia, poderá identificar a necessidade de auxílio médico, para a inclusão de medicamentos no tratamento.

O autodiagnóstico é difícil, muitas vezes, a mulher acha que está apenas cansada e com falta de energia. Além disto, ela pode se sentir culpada pela tristeza que está sentindo, pois muitas vezes não tem motivos para se sentir assim.

Por isso, caso seja notada instabilidade emocional, é importante buscar ajuda de um psicólogo que saberá avaliar a gravidade do caso com mais precisão ou conversar com o ginecologista que realizou o parto e acompanhou a paciente durante a gestação. Ele pode também avaliar e fazer o encaminhamento para um especialista. 

Contatos com outras mães é muito importante também, pois podem reduzir a ansiedade e visualizar soluções para lidar com as alterações produzidas pela chegada do bebê.

A duração do tratamento varia de mulher para mulher, dependendo da evolução dos sintomas: pode ser curta (levar poucas semanas) ou mais longa, estendendo-se inclusive por vários meses.  

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