Quanto custa sustentar um bebê nos primeiros anos de vida? Faça a conta

No primeiro ano, fraldas e alimentação são os itens que mais pesam no bolso dos pais

Criança mostra a fralda fashion durante o evento
Criança mostra a fralda fashion durante o evento Foto: AFP

A engenheira civil Raquel Melo Moreira, 31 anos, está grávida de seis meses do primeiro filho. Ela e o marido, o técnico Marlon Rafael Moreira, 29, planejavam o bebê há quatros anos e agora aguardam ansiosos a chegada de Beijamim. O casal ainda não fez as contas de quanto vai gastar, mas nos últimos dois meses as compras para o quarto do herdeiro já superam os R$ 3 mil.

– Compramos o berço, uma cômoda, a poltrona para amamentação e um guarda-roupas. Há apenas duas semanas começamos a comprar roupinhas, mas ainda nem fizemos as contas de tudo. Não tenho nem ideia de quanto vamos gastar – afirma a futura mamãe.

A economista Anemarie Dalchau Müller dá uma pista aos papais e mamães de primeira viagem:

– Um casal de classe média, com renda mensal média de R$ 3 mil, costuma gastar 15% do valor com a criança, o que equivale a R$ 450 ao mês. Já os casais com maior poder aquisitivo chegam a destinar 20% dos ganhos para as despesas relacionadas ao bebê. Os gastos costumam ser mais altos nos primeiros 12 meses, pois é preciso comprar fraldas, e se o nenê não mama no peito, precisa de uma alimentação especial que pode custar caro.

A professora Jani Floriano, especialista em economia doméstica, também aconselha que o casal sente para analisar os gastos assim que a gravidez for confirmada.

– O primeiro passo é fazer uma planilha dos custos que já existem, separando os obrigatórios e não obrigatórios. Desta forma, o casal vai perceber o que pode ser reduzido, cortado ou substituído por algo mais barato. Outra dica é que os futuros papais conversem com amigos e familiares que tiveram filhos há pouco para saber como é a rotina e quais os custos – sugere.

A ginástica financeira que os futuros papais vão precisar fazer deve também prever o futuro do bebê. Anemarie alerta que as despesas com os filhos são para sempre e, por isso, quanto melhor preparados estiverem os pais, mais tranquilo será o futuro da criança:

– Os gastos mensais com um filho são iguais ao de uma prestação de um carro ou uma casa. São um compromisso. Os pais precisam definir o que esperam para o futuro do nenê, se querem colocar em uma escola particular, se sonham que ele faça uma faculdade, por isso é importante começar a economizar.

Faça as contas

– Peça dicas para os amigos e parentes que já foram pais. Eles vão indicar o que realmente será necessário comprar e o que pode ser apenas um capricho.
– Faça uma lista com as quantidades de roupas e acessórios que devem ser usados em cada período. Desta forma, você evita exageros nas compras.
– Preste atenção na época em que o bebê vai nascer para comprar as roupinhas de acordo com a estação do ano.
– As roupinhas usadas diariamente podem ser mais simples, ou até mesmo reaproveitadas de um irmão mais velho, sobrinho ou conhecido.
– Quando for comprar os móveis, opte pelos mais neutros. Deixe cores para os enfeites, assim os móveis serão aproveitados por mais tempo
– Cuidado ao economizar na compra do carrinho ou do bebê-conforto, pois são itens de segurança. Se for comprar usado, dobre a atenção.
– Lave as roupas à mão. Pode dar mais trabalho, mas, além de garantir mais durabilidade para as peças, você economiza sabão e energia elétrica.
– Estabeleça um valor fixo para os gastos. Assim, você evita os exageros. Para controlar os impulsos, tente sempre dar uma volta antes de comprar. Você terá tempo para avaliar se é realmente necessário levar aquela peça.
– Fique atento às promoções de fraldas e comece o estoque antes de o bebê nascer. Opte por comprar principalmente os tamanhos M e G, que normalmente são mais usados.
– Quando você estiver planejando o bebê ou assim que souber da gravidez, comece uma poupança. Ela pode ser usada tanto para as emergências como para o futuro do pequeno.

Brinquedos
Uma dica a quem está pensando nesses itens: a criança começa a brincar depois de um certo tempo e tende a se satisfazer com pouco, isto é, brinquedos simples e coloridos com barulhos atraentes. Itens mais caros nem sempre são os preferidos das crianças, e sim dos pais.

ANTES DO BEBÊ CHEGAR
– Berço: entre R$ 200 e R$ 800
– Kit para berço, inclui cabeceiras, laterais, edredom e jogo de lençol: entre R$ 100 e R$ 300
– Abajur: a partir de R$ 20
– Cômoda: entre R$ 300 e R$ 400
– Roupeiro: em média R$ 700
– Colchão para berço: entre R$ 69 e R$ 300
– Poltrona para amamentação: em média R$ 300
– Trocador com banheira: a partir de R$ 150
– Toalha de banho: entre R$ 14,90 e R$ 45
– Bebê-conforto: entre R$ 69 e R$ 300
– Carrinho: entre R$ 270 e R$ 2 mil
– Travesseiro: entre R$ 6,90 até R$ 55
– Mala maternidade: a partir de R$ 69,90
– Babá eletrônica: a partir de R$ 129,90

DEPOIS DO PRIMEIRO CHORO
– Fraldas: em média, o bebê usa cinco por dia. O pacote com 36 chega a custar R$ 20. Por mês, o gasto médio seria de R$ 140.
– Higiene: se os papais forem bons de pesquisa, podem encontrar preços bem baixos e gastar em média R$ 50 por toda a cesta, composta por creme para assaduras (cerca de R$ 11), cotonete (R$ 1,99), algodão (R$ 1,99), álcool 70% 50 ml (R$ 1,25), lenço umedecido com 60 unidades (R$ 3,65), sabonete líquido neutro 200 ml (R$ 6,50), xampu neutro 250 ml (R$ 7).
– Creche: no berçário, o período integral com todas as refeições custa em média R$ 600, enquanto meio período fica entre R$ 290 e R$ 370
– Plano de saúde: até três anos, o plano de saúde custa entre R$ 120 e R$ 140 por mês. Os planos incluem as vacinas, que custam entre R$ 140 e R$ 350 cada
– Alimentação: enquanto a criança mama no peito, o gasto é mínimo, mas, caso seja necessário usar leite em pó, os custos podem variar muito, de acordo com a necessidade do bebê. A lata comum custa em média R$ 18, mas caso o bebê tenha intolerância a lactose, por exemplo, o custo pode subir para R$ 85. Ao seis meses, começa a fase da papinha. As prontas custam em média R$ 3,50, sendo que o bebê come três ou quatro ao dia.

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