Quatro em cada dez americanos afirmam que o casamento está perdendo a importância

Para 39% dos americanos, formalizar a relação não é mais importante

O ritual está deixando de ser uma meta para cada vez mais pessoas
O ritual está deixando de ser uma meta para cada vez mais pessoas Foto: SXC

Uma em cada três crianças americanas é filha de pais separados, divorciados ou que nunca se casaram. Nos Estados Unidos, cada vez mais pessoas aceitam a ideia de que não é preciso se casar para ter filhos, mostra um estudo feito pelo Pew Research Center, em parceria com a revista Time.

Para 39% dos americanos, o casamento não é mais importante. Um censo realizado em setembro no país mostra que 2009 foi o ano com menos casamentos na história dos EUA. Quatro em cada cinco americanos acreditam que a união de pessoas do mesmo sexo também constitui em uma família.

? O casamento ainda continua importante, mas o número de pessoas que ainda acha isto está caindo. O ritual está deixando de ser uma meta para cada vez mais pessoas. Existem diversas maneiras de ter uma vida familiar bem-sucedida ? afirma o sociólogo Andrew Cherlin, professor da Universidade de Johns Hopkins.

Pelo levantamento, cerca de 29% das crianças com menos de 18 anos moram com pais separados ou que nunca se casaram, um número cinco vezes maior que na década de 1960. Neste grupo, 14% são filhos de pais que nunca se casaram e outros 6% de pais que moram juntos na mesma casa, mas que não oficializaram a relação.

Para os pesquisadores, dois grandes fatores influenciam estas mudanças. A primeira é a maioridade da geração conhecida como ‘filhos do divórcio’, hoje com 18 a 29 anos, que hesitam mais em se casar no papel do que os filhos de pais que nunca se separaram. O outro é econômico. Desde o início da crise financeira, o número de casais morando junto ? sem oficializar a relação ? cresceu 13%.

Mesmo com o casamento em queda, 67% dos americanos afirmam ainda acreditar nos valores da instituição. Além disso, 46% dos solteiros afirmam que querem se casar. Entre os que moram juntos, o número sobe para 64%.

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