Quiropraxia, alívio que vem das mãos

Criada há mais de um século, técnica ajuda no tratamento da dor

Ao aliviar a pressão sobre os nervos comprimidos, é liberado um fluxo maior de sangue, que permite uma melhor irrigação dos órgãos
Ao aliviar a pressão sobre os nervos comprimidos, é liberado um fluxo maior de sangue, que permite uma melhor irrigação dos órgãos Foto: Regal Chiropratic, Reprodução

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Dores na lombar, no pescoço, nas articulações e até enxaqueca. São muitas as razões que levam pacientes a procurar um quiropraxista. A técnica – pouco conhecida no Brasil, mas muito comum nos Estados Unidos – ganha cada vez mais adeptos que buscam ajuda para problemas do sistema neuromusculoesquelético.

O tratamento é feito por meio de ajustes, em que o profissional manipula as articulações com um movimento rápido e preciso, que restaura a função articular e, com isso, provoca um relaxamento da tensão muscular.

Mas os benefícios não param por aí. Segundo o quiropraxista Roger Dunn, muitas pessoas chegam ao consultório para tratar dores pontuais e relatam melhoras em outras áreas da saúde. Isso ocorre porque, ao aliviar a pressão sobre os nervos comprimidos, é liberado um fluxo maior de sangue, que permite uma melhor irrigação dos órgãos.

A quiropraxista Janice Cavalcante explica que muitas situações podem gerar desvios na coluna: má postura, esforços repetitivos, sedentarismo, tombos, entre outros. Segundo ela, é importante procurar tratamento nos primeiros sintomas.

– A maioria das pessoas demora para procurar ajuda de um especialista – alerta, atribuindo esse comportamento à cultura. – Quando uma criança cai, a mãe pega no colo e diz: “Vai passar, não foi nada.” E muita gente leva as dores achando que uma hora passa, quando o correto seria, além de tratar, sempre prevenir.

A consulta com um quiropraxista começa com um diagnóstico em que o profissional investiga o histórico do paciente, questiona em quais situações a dor piora ou melhora, faz um teste para avaliar as razões do desconforto e observa vícios de postura e hábitos. Após essa etapa, ele indica o tratamento e dá orientações para a recuperação e a prevenção de lesões.

O resultado do tratamento depende muito do estilo de vida que a pessoa leva. Segundo Janice, o paciente pode ser comparado a uma cartolina dobrada:

– Ele chega aqui e a gente desdobra a cartolina, mas se ele não rever os hábitos, as vértebras voltam para o mesmo lugar.

Ao procurar um quiropraxista, é importante verificar se ele é membro da Associação Brasileira de Quiropraxia. A profissão não é regulamentada no Brasil e existem muitos terapeutas sem formação atuando na área, o que pode representar um risco. Certifique-se de que o profissional tem formação em nível superior em quiropraxia. O curso é oferecido em duas universidades no país.

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