Reeducação alimentar é a forma mais saudável e segura para retomar a boa forma

Balão intragástrico é utilizado para casos mais graves de sobrepeso

Médicos reconhecem que a reeducação alimentar pode ser sacrificante, mas é o jeito mais saudável
Médicos reconhecem que a reeducação alimentar pode ser sacrificante, mas é o jeito mais saudável Foto: Divulgação

Nos dias atuais, a imagem é bastante valorizada. Salvo exceções, os maiores ícones populares estão diretamente ligados à beleza e corpos esculturais, levando muitas pessoas a uma busca incessante em transformar seu corpo à imagem dos ídolos.

Num mundo em que se dá tanta importância à beleza, cada vez mais há pessoas que buscam alternativas para a perda de peso. Os antidepressivos estão entre os mais procurados, ou seja, remédios com venda controlada que muitas vezes são comercializados e utilizados sem receita e orientação médica.

Especialistas alertam que a ausência de controle médico pode levar o consumidor à dependência, bem como diversos problemas de saúde.

– O consumo de remédios que auxiliam no emagrecimento podem gerar dependência, ansiedade e irritabilidade – revela o gastroenterologista Dr. Luiz Eduardo Campedelli, do Hospital Israelita Albert Einstein.

O profissional garante que a melhor alternativa para atingir o peso almejado é aliar prática de exercícios físicos à reeducação alimentar.

– Essa é a forma mais saudável, segura e perene de eliminar e manter o peso – declara o médico.

A reeducação alimentar, única e exclusivamente, num primeiro momento, pode ser um processo sacrificante para o paciente. Uma das alternativas para auxiliar as pessoas a desenvolverem mudanças nos hábitos alimentares, é através de um tratamento com a utilização de um balão intragástrico.

– Trata-se de um balão de silicone, preenchido com soro e azul de metileno, que ocupa aproximadamente a metade do volume funcional do estômago. O balão é introduzido por via endoscópica e tem como objetivo aumentar a sensação de saciedade no paciente, podendo permanecer no estômago por até seis meses – explica Campedelli.

O médico faz questão de ressaltar a importância do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar durante o tratamento. Além do médico responsável, o paciente recebe orientação de nutricionista, psicólogo e preparador físico.

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